O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a “extrema-direita” não vai voltar ao comando do país enquanto ele estiver vivo. Durante a convenção estadual do PT no Ceará, o petista também voltou a criticar os presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina.
“Enquanto eu viver, a extrema-direita não voltará a governar este país”, disse. “E vou dizer mais, vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país.”
Receba nossas atualizações
+ Entenda o que é Política em Oeste
A declaração ocorreu na sexta-feira 31, durante a convenção que confirmou a candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará. No mesmo evento, Lula também declarou apoio às candidaturas de Cid Gomes (PSB) ao Senado e de Gabriella Aguiar (PSD) à vice-governadoria do Estado.
Ao longo do discurso, o presidente voltou a defender investimentos em educação e ensino superior, afirmando que o Brasil precisa ampliar a formação de profissionais nas áreas de engenharia, matemática e inteligência artificial para aumentar a competitividade internacional. Nesse contexto, fez mais críticas a Trump.
{this.parentElement.querySelectorAll('source').forEach(function(s){s.remove();});}this.removeAttribute('srcset');this.removeAttribute('data-srcset');this.src='https://revistaoeste.com/wp-content/themes/revistaoeste/public/images/logo-with-text.cf01aa.png';)
“Nós precisamos fazer mais universidades, fazer mais institutos federais”, prosseguiu. “Ensinar mais matemática, mais engenharia. Não é preciso formar mais tantos advogados como formamos hoje. Nós precisamos apostar na nossa meninada, estudar engenharia, estudar inteligência artificial, estudar matemática para que a gente possa competir com a China, para que a gente possa acabar com a arrogância do Trump e dizer: ‘Nós somos o país que mais temos investimentos’. Nós poderemos passar eles. Porque o brasileiro não deve inteligência a ninguém.”
Ainda durante a convenção, Lula afirmou que o Brasil não aceitará pressões externas: “Ninguém fará eu baixar a cabeça para ninguém”.
Críticas em meio a tensões diplomáticas
As declarações de Lula foram feitas em um momento de aumento das tensões diplomáticas com Estados Unidos e Argentina.
{this.parentElement.querySelectorAll('source').forEach(function(s){s.remove();});}this.removeAttribute('srcset');this.removeAttribute('data-srcset');this.src='https://revistaoeste.com/wp-content/themes/revistaoeste/public/images/logo-with-text.cf01aa.png';)
Na última terça-feira, 29, Trump prorrogou por mais um ano a ordem executiva que mantém o Brasil sob estado de emergência nacional para fins da legislação norte-americana. A medida, em vigor desde julho de 2025, serve de base jurídica para a adoção de sanções e outras restrições previstas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.
Um dia depois, o governo brasileiro divulgou nota oficial criticando a decisão da Casa Branca de prorrogar por mais um ano a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil, classificando como “inteiramente descabido” tratar o país como ameaça aos interesses norte-americanos.
{this.parentElement.querySelectorAll('source').forEach(function(s){s.remove();});}this.removeAttribute('srcset');this.removeAttribute('data-srcset');this.src='https://revistaoeste.com/wp-content/themes/revistaoeste/public/images/logo-with-text.cf01aa.png';)
Já a troca de declarações com Milei se intensificou depois de o presidente argentino participar da convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Durante o evento, Milei fez críticas ao governo brasileiro e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), episódio que levou o Itamaraty a convocar o embaixador da Argentina em Brasília para prestar esclarecimentos e a chamar o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas.

