As eleições de 2026 reforçam uma mudança importante na forma de fazer política: a comunicação digital ganhou espaço na construção de candidaturas e na aproximação com os eleitores. Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, foi a candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de São Paulo, com 1,9 milhão de votos. Já Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, foi eleita deputada federal por Minas Gerais, com 524 mil votos, tornando-se a mais jovem mulher eleita para a Câmara dos Deputados, conforme as informações divulgadas.
Apesar de representarem projetos políticos opostos, as duas candidatas têm em comum o destaque conquistado em um cenário no qual as redes sociais assumem papel relevante na comunicação eleitoral. A internet permite apresentar propostas, divulgar posicionamentos, construir uma identidade pública e manter contato com diferentes públicos, sem depender exclusivamente dos meios tradicionais de comunicação.
Esse cenário mostra que o marketing político moderno exige planejamento, estratégia de conteúdo, presença digital e capacidade de dialogar com a população. Vídeos curtos, transmissões ao vivo, entrevistas, publicações informativas e interação com seguidores podem ampliar o alcance de uma candidatura. No entanto, visibilidade não substitui propostas consistentes, credibilidade, transparência e compromisso com as demandas da sociedade.
Para políticos que ainda não acompanham essa transformação, o recado é claro: atualizar a comunicação tornou-se uma necessidade. Isso não significa simplesmente criar um perfil nas redes sociais ou publicar vídeos de forma ocasional, mas compreender como cada plataforma funciona, produzir conteúdo relevante e estabelecer uma relação contínua com o público. A experiência dessas duas jovens eleitas evidencia a importância de observar as novas dinâmicas da comunicação política em um ambiente cada vez mais digital.

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