
Parte das delegacias do interior do Estado terá o efetivo reforçado a partir desta semana. É para lá que devem ir os 89 novos escrivães de Polícia Civil, que concluíram o curso de formação da Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (Aesp) e foram empossados, na manhã de ontem, durante solenidade realizada na Superintendência da Polícia Civil, em Fortaleza. A cerimônia contou com a participação do titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Servilho Paiva, que aproveitou para sinalizar que houve redução nos casos de homicídio ocorridos no Estado, nos últimos três meses.
A divulgação das estatísticas, bem como do novo modelo de divulgação dos dados, está prevista para esta semana. Servilho Paiva afirmou que a maior redução se deu nos casos de crime contra patrimônio, como os roubos e furtos de veículos. Sobre os homicídios disse apenas que “houve uma queda, ainda pequena, mas constante”, na quantidade de casos. “Isso é um trabalho de médio e longo prazo. Não dá pra medir, de um dia para o outro, no estalar dos dedos. Essa redução passa por alterações legislativas, mudança de monitoramento e quebra de paradigmas”, disse.
O secretário aproveitou para fazer várias recomendações aos formandos. “Quando estiverem trabalhando, lembrem que, ontem, vocês estavam do outro lado do balcão e reclamavam do serviço prestado pela Polícia Civil. Portanto, façam a diferença”, orientou o secretário.
Servilho destacou ainda que o trabalho dos escrivães é “crucial” para evitar que várias viaturas se acumulem na porta das delegacias, enquanto os procedimentos são lavrados. “Quanto mais rápido o procedimento for realizado, aumenta o policiamento na cidade, na medida em que as viaturas são devolvidas às ruas”, argumentou.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Andrade Júnior, a ida dos novos escrivães para o Interior foi ocasionada por conta da transferência de alguns policiais para a Capital, conforme recomendam os critérios de antiguidade da própria Polícia.
Ataques a banco
Sobre as ações contra banco ocorridas no Estado, especialmente no caso de Ararendá, no último dia 11, o secretário afirmou que o cenário de combate a este tipo de crime começou a mudar. Durante o assalto, um policial militar foi morto na troca de tiros com os criminosos. Nos dias seguintes, os cinco suspeitos de praticarem o crime foram mortos, também em troca de tiros com a PM.
“Isso reflete um trabalho de inteligência, conjunto e integrado das policias Militar e Civil, no combate ao crime. Infelizmente, houve perda de vidas. De um policial militar, mais especialmente, e de alguns assaltantes. Não é esse o nosso desejo, mas o Estado, ao ser confrontado com armas, responderá com armas e a força policial adequada”, declarou.
O Povo

