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Um golpe que começava nas redes sociais e terminava em ameaças e cobranças de dinheiro levou à prisão de 11 pessoas no Rio Grande do Sul. Segundo a polícia, os suspeitos são acusados de extorquir homens de São Paulo, usando perfis falsos de mulheres e, depois, se passando por delegados para intimidar as vítimas.
A investigação apura dois inquéritos relacionados ao golpe conhecido como “falso delegado”. Além dos 15 mandados de prisão, cumpridos em 11 municípios gaúchos e em Tijucas, em Santa Catarina, os policiais também cumpriram mandados de busca para localizar celulares, documentos e outros materiais que possam ajudar a identificar novas vítimas e outros envolvidos no esquema.
De acordo com a polícia, parte do golpe era aplicada por presidiários do sistema prisional do Rio Grande do Sul.
Como funcionava o golpe
O esquema começava pelas redes sociais. Integrantes do grupo se passavam por mulheres e entravam em contato com homens, em São Paulo, criando uma relação de confiança até conseguirem informações e imagens íntimas das vítimas.
Depois disso, entrava em ação um segundo perfil, o do “falso delegado”, com fotos de policiais civis e federais, para fazer a abordagem extorsiva. O delegado José Abonizio explicou que os golpistas exigiam dinheiro das vítimas sob a ameaça de dar continuidade a supostas investigações contra elas. Segundo ele, as vítimas, amedrontadas, chegavam a pagar entre 10 mil e 15 mil reais cada uma.
Um preso em Pelotas
Em Pelotas, um dos suspeitos foi preso. Segundo a investigação, os golpistas usaram a foto de um delegado da cidade em um perfil falso para convencer as vítimas de que estavam realmente falando com uma autoridade policial. Ao todo, a polícia estima que cerca de 100 vítimas em São Paulo caíram no golpe, com prejuízo total de mais de 1 milhão de reais.
Buscas em presídios
O sistema prisional gaúcho também foi alvo de buscas, nos presídios de Charqueadas e de Soledade. Em uma das celas de Charqueadas, os policiais encontraram aparelhos celulares que seriam usados no esquema.
O delegado José Abonizio orienta que pessoas, amedrontadas ou extorquidas, que não cedam à chantagem e procurem a polícia civil para registrar ocorrência. Segundo ele, o registro pode ajudar a revelar uma organização criminosa maior por trás dos golpes e permitir a responsabilização penal dos envolvidos.

