
O protesto realizado em Fortaleza nesta quinta-feira acabou após confronto com o Batalhão de Choque no Bairro Aldeota. A polícia usou bombas de efeito moral, gás lacrimogêno e balas de borracha para dispersar a multidão na Via Expressa. Pelas redes sociais há dezenas de relatos de pessoas feridos devido à ação da polícia. A PM não tem informações sobre o número de feridos ou se alguém foi preso.
Pelo menos três agências bancárias foram depredadas durante protesto. A manifestação começou pacífica na Praça Portugal, quando um grupo pedia obras de mobilidade urbana para ciclistas e pedestres de Fortaleza. No trajeto, em direção ao Parque do Cocó, houve depredação de bancos por parte dos manifestantes. Os manifestantes também fizeram um protesto em frente à residência do Prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, pedindo melhorias no transporte público da cidade.
A polícia chegou ao local e conteve a depredação. O Batalhão da Polícia Choque usou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar a multidão.
Não há informações sobre presos ou feridos. O grupo também gripe palavras de ordem contra o Governo do Estado e escreve mensagens “Fora, Cid”. Na Avenida Padre Tomás, a manifestação pediu o fim das remoções dos moradores da avenida. A obra do Veículo Leve sobre Trilho vai remover residência da via para a construção dos trilhos do transporte.
O grupo caminhou da Praça Portugal ao Parque do Cocó, onde ativistas acampam contras as obras há mais de um mês. Em seguida, os manifestantes fizeram um protesto em frente à a residência do prefeito de Fortaleza , Roberto Cláudio.
Além de derrubar árvores do Parque do Cocó para viabilização dos viadutos, os manifestantes alegam que o modelo da obra traz impacto urbano negativo à cidade e não garante espaço para ciclistas.
G1 CE

