
Os quatro homens acusados de tentativa de roubo qualificado – com quatro reféns – e formação de quadrilha pela invasão ao prédio da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC), em Fortaleza, na noite da última quinta-feira, 28, portavam armas exclusivas das Forças Armadas e podem ter envolvimento em outro crime. A Polícia investiga se o grupo foi o mesmo que participou, no sábado de Carnaval, 9, do arrombamento de um caixa eletrônico do Banco do Brasil, em prédio da Prefeitura de Fortaleza, no bairro Vila União.
Na manhã de ontem, três vítimas que estavam no prédio durante o roubo no feriadão de Carnaval fizeram o reconhecimento e identificaram os criminosos na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) como sendo os mesmos autores. Os quatro acusados, todos ex-presidiários, foram transferidos para a DRF após passarem a noite no 24º Distrito Policial. O delegado da DRF, Romério Almeida, decretou prisão preventiva do grupo: Francisco Adriano Martins da Silva, 29; Francisco Daniel da Silva Lima, 23; Luiz Marinheiro Costa, 44; e Arnaldo da Conceição, 22.
Eles foram presos com porte de uma pistola ponto 40 e uma 9mm, exclusivas das Forças Armadas, além de um revólver 38mm e uma pistola calibre 380. Além das armas, três cilindros, um botijão de gás, um maçarico e dois pés de cabra foram apreendidos. Um carro Celta, de cor verde, encontrado com eles, está em nome de uma pessoa que não foi presa. Será averiguado como o grupo conseguiu o carro.
Durante a ação, em que o grupo tentou acessar o caixa eletrônico do Banco do Brasil no prédio da AMC, nenhum dos quatro reféns ficou ferido. Os acusados se renderam por volta de 1h da madrugada.
Os quatro deverão ainda ser indiciados pelo roubo a caixa acontecido na Prefeitura no mês passado e, após a conclusão da investigação, serão encaminhados para a penitenciária. Para cada um dos crimes, está prevista pena entre 4 e 10 anos. Todos haviam sido presos em outras ocasiões por roubos e tentativas.
Um dos acusados, Luiz Marinheiro, tem passagem pela Polícia por homicídio e tentativa de homicídio. Romério Almeida afirmou que investiga ainda o envolvimento de Marinheiro em tentativa de assalto à Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), na madrugada do dia 3 de fevereiro de 2011, quando os assaltantes também queriam roubar um caixa eletrônico do Banco do Brasil. Também ontem na DRF, uma vítima reconheceu Marinheiro como sendo um dos autores da ação.
Romério explicou que, na AMC, além dos quatro reféns, havia cerca de 10 pessoas no prédio. A assessoria de imprensa da autarquia informou, por meio de nota, que o número de funcionários no edifício era 11. Foram contabilizadas duas portas de vidro quebradas. “A segurança armada da AMC é feita por uma empresa de segurança privada e seis câmeras registram imagens no prédio”, detalhou a nota. O POVO tentou conversar com um refém, mas a assessoria disse que “as pessoas que foram feitas refém optaram por não falar com a imprensa”.
O Povo

