Um vídeo de uma criança sendo humilhada e agredida por um policial no Ceará foi divulgado nas redes sociais e causou indignação e revolta nos internautas.
Nas imagens, o menino algemado é obrigado a imitar um personagem de desenho infantil e, em seguida, é covardemente agredido no rosto por um policial, que ri da situação.
Um rapaz também é violentado e forçado a cantar. “Tu sabe imitar o quê? Bora, canta uma música pra mim. Se tu errar, tu apanha”, diz o policial, que – em seguida – dá tapas na cabeça do jovem.
O portal Tribuna do Ceará entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Segundo o órgão, o vídeo está em análise pela Coordenadoria de Inteligência (Coin) para verificar quando foi gravado e se os agressores são agentes de alguma instituição vinculada à Secretaria.
“Caso seja comprovada a participação de qualquer servidor da segurança cearense, seja da SSPDS ou da Secretaria de Justiça, a denúncia será imediatamente encaminhada para a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), órgão responsável por investigar e punir os agentes com mau comportamento”, disse por meio de nota.
Casos ‘comuns’
A prática de violência dos policiais em relação a crianças e adolescentes não é singular, é algo recorrente, de acordo com o sociólogo do Laboratório dos Estudos da Violência (LEV), César Barreira. “Existem denúncias muito fortes dessa prática, principalmente com adolescentes. Com criança é mais raro, mas existe”, afirma.
Segundo Barreira, a divulgação do envolvimento de crianças em delitos, como arrastões, afetam o comportamento dos policiais. “A ação dos policiais vai decorrer disso, porque eles são chamados para fazer valer a lei e a ordem. Então é criado todo um apelo social, para que ajam dessa forma. Eu não concordo com a prática”, comenta.
Para evitar casos como esse, o sociólogo sugere que o treinamento e a punição dos policiais sejam diferentes. “A formação tem que ser mais complexa. Eles precisam saber lidar com a juventude, com as crianças, com a questão de gênero e do turismo”. Barreira espera ainda que a punição seja mais rígida. “Tem que ser, para poder servir de modelo, refletindo a atitude dos outros”.
Centro de Defesa
O assessor jurídico do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Rafael Barreto, também acredita que a situação é preocupante, “porque as pessoas entendem as crianças de baixa renda como criminosas”.
Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), toda criança e adolescente tem direito à liberdade, respeito e dignidade. “Mas lógica utilizada, infelizmente, é bater para corrigir. A gente tenta ressaltar que essa lógica tem que mudar”, diz Barreto.
Tribuna do Ceará


Quando alguem da uns tapas num muleque trambiqueiro, logo aparece representantes da casa do capeta p'ra defendê-los, lá em Porto Velho uns muleques fizeram um arrastão em um ponto de ônibus, e não apareceu representante de nada, para socorrer as vítimas. Porque que a lei está a favor apenas de bandidos?
Porra! Agora tá certo bater em criança algemada? Isto tá errado! É por isso que a policia não consegue uma merda de aumento! Enquanto agir assim, será tratado como emprego desprezível! Tem menor matando e roubando, mas agir como troglodita não ajuda em nada!
Gabriel meu caro, a vida de quem é da segurança publica talvez não seja esse conto de fada que vocês está achando que é, estes menos infratores roubam, estupram, matam, barbarizam com o cidadão e sabem que nunca vai acontecer nada com eles por que a lei os favorecem, agora por causa de um tapinha, tão achando ruim? é só reparar que o moleque imitou o pica pau ironizando por isso levou e desencadeou a reação que fez com que o outro apanhasse também. Enfim é difícil argumentar com quem defende bandido
Gostaria de ver o policial ou policiais, baterem em bandidos adultos!
Nunca vi!
O que vejo é; policiais tratando bandidos adultos com muito respeito!
Por que será?