
Agência Miséria
O crescimento da cidade do Juazeiro do Norte está muito além das obras da construção civil. A cidade se mostra forte também, quando diz respeito ao ensino superior. De acordo com levantamento feito pela Agência Miséria, existem quase 17 mil alunos matriculados em 55 cursos de graduação no sistema presencial, distribuídos nas 10 universidades públicas e particulares.
Em média, 6,7% da população Juazeirense está inserida nas instituições de nível superior, índice duas vezes maior do que a proporção nacional: 3%; totalizando 6,3 milhões de universitários. Além destes, existem cerca de 40 cursos semipresenciais, à distância e/ou de pós-graduação.
Em franco desenvolvimento, e com grandes oportunidades de emprego nas mais diversas áreas, Juazeiro do Norte atrai estudantes que outrora migravam para outras metrópoles, como por exemplo, a capital cearense. Tornando-se assim uma dos maiores polos de ensino superior do Nordeste.
Oportunidades
Estudos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Pesquisa Mensal de Emprego (PME), revelaram que a taxa de desemprego para quem tem nível superior é a menor dos últimos oito anos: 3,1% da população ocupada em 2010. O índice é menos da metade da média nacional: 6,7%. Porém, a psicóloga do Sine IDT das unidades de Juazeiro do Norte e Crato, Cristiane Xenofonte Siebra, alerta para algumas dificuldades que os acadêmicos formados possam se deparar.
“A dificuldade enfrentada pelos novos acadêmicos está na falta de dinamismo e conhecimento em outras áreas que não seja na sua formação acadêmica, pois o mercado se encontra em franca ascensão nos mais distinto campos”, explicou.
Xenofante ainda elucidou como se preparar para a conquista do primeiro emprego. “Com a ampla competitividade do atual mercado de trabalho, os alunos formados devem possuir habilidades e atitudes, concomitantes aos conhecimentos adquiridos no decorrer da graduação. Por isso, a necessidade dos candidatos se atualizarem com cursos de especialização e/ou de idiomas, para vencerem a ampla concorrência”.
Universidade além do diploma
A Pró Reitora Adjunta da URCA, Maria Iza Pinheiro, ressalta que o papel da faculdade não é apenas preparar o estudante para o mercado de trabalho, mas principalmente formar “pensadores” em potencial.
Quanto questionada sobre o pensamento de alguns universitários acerca do ingresso no mercado de trabalho, Iza foi enfática em dizer que “muitas vezes existe uma pressa excessiva, acoplada a uma grande expectativa por parte dos acadêmicos.
“Diante desse mercado tão competitivo, devemos considerar o diploma universitário apenas como mais uma etapa no desenvolvimento intelectual do ser humano, no qual os mesmos devem buscar cursos de especializações que agregam valor à sua formatura inicial”, explica.
Ainda de acordo com a Pró Reitora, o principal papel de uma universidade é possibilitar ao estudante uma leitura do mundo em que esta inserido, sem que se faça uma sub utilização da capacidade humana, evitando assim, que os acadêmicos se tornem meros instrumentos de trabalho.

