BARBALHA: Retirada de pedras para pavimentação de ruas revolta população

O momento da retirada das pedras foi registrado por moradores de Barbalha (Foto: Vilanir Tavares)

Moradores do município de Barbalha, a 503 km de Fortaleza, ficaram revoltados com a retirada de materiais de construção que serviriam para a pavimentação de ruas no bairro Malvinas. Segundo populares, após a retirada, o material foi colocado em ruas de um condomínio particular.

Edimar de Oliveira, morador de uma rua próxima onde a obra era realizada, afirma que as pedras para pavimentação foram depositadas no local em outubro de 2012, pouco antes das eleições municipais, mas, desde então, nada foi construído. “Durante a campanha, o prefeito eleito prometeu calçar diversas ruas, chegou a colocar as pedras, mas depois tirou sem dar explicação”, afirma o morador. “Não foi feita uma obra, nem um metro de calçada”, completa.

O morador ainda afirma que a situação nas ruas sem pavimentação piora em época de chuva. “Com a lama que se forma, fica dífícil transitar pelo local” reclama Edimar. Segundo o morador, algumas das ruas onde as pedras seriam colocadas nunca foram pavimentadas.

O secretario de Infraestrutura e Obras de Barbalha, Magno Coelho, afirma que o atraso no início das obras se deve a pendências envolvendo o projeto de pavimentação das ruas – como a construção de passarelas nas calçadas e sinalização das vias após a finalização das intervenções – e licenças emitidas pela Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Semace).

O secretario ressalta que o depósito das pedras no local onde seriam realizadas as obras foi uma iniciativa da própria empresa vencedora da licitação e que nenhum pagamento com a verba destinada para o projeto – oriunda do Programa de Aceleramento do Crescimento, do Governo Federal – foi realizada para a construtora. “Como as obras não tiveram início e o material estava sendo furtado, a própria empresa retirou o material, que era dela, e vendeu para a construção de um condomínio”, explica.

O secretario reconhece que a situação causou confusão nos moradores. “Gerou uma situação contrangedora entre os moradores e Prefeitura”. Magno Coelho afirma que todas as pendências do projetos estão sendo solucionadas e que, até março – prazo final estipulado pelo Ministério das Cidades -, as obras de pavimentação de 24 ruas em Barbalha terão início.

Diário Online

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