O algodão, conhecido como “Ouro Branco”, marcou uma das fases mais prósperas da história econômica de Milagres, no Ceará. Entre as décadas de 1960 e 1980, o município se destacou como um dos grandes polos algodoeiros do Estado, com plantações que movimentavam o campo, geravam empregos e fortaleciam o comércio local.
Nesse período, a cadeia produtiva do algodão envolvia agricultores, trabalhadores rurais, transportadores e comerciantes. Um dos grandes símbolos desse desenvolvimento foram as Indústrias Collins S.A., instaladas em Milagres em 26 de março de 1943, que tiveram papel fundamental na compra e comercialização da produção, garantindo mercado para os agricultores e impulsionando a economia local.
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A atuação das Indústrias Collins ajudou a consolidar Milagres como referência na produção algodoeira do Ceará, contribuindo para a geração de renda e empregos. A empresa, administrada por nomes como Antenor Ferreira Lins, José Amaro Nicodemos Neto, Lacordaire Lins e José Alves Landim, ficou marcada na memória econômica do município.
Com o declínio provocado pela praga do bicudo, o cultivo perdeu força e praticamente desapareceu da região. Agora, com a retomada da produção por meio de novos projetos agrícolas, o algodão volta a trazer esperança e também resgata a lembrança de uma época em que Milagres era conhecida como uma das grandes terras do “Ouro Branco”.

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