Foi retirada de pauta, a votação de uma proposta de Emenda à Lei Orgânica do município, que visa tornar possível a reeleição em todos os níveis dos membros da Mesa Diretora da Câmara. A expectativa era que o projeto fosse votado na sessão ordinária desta terça-feira (09.11).

Durante a sessão, que foi tumultuada, os parlamentares se manifestaram sobre o assunto, o primeiro foi o Vereador Arildo Rodrigues, que parabenizou o colega Ozório Dantas pela retirada da pauta, em sua opinião o vereador foi “coerente”, foi então que a Vereadora Aparecida Michelyne, durante a fala de Arildo pediu renúncia do seu cargo de segunda secretária da câmara, pois ela acredita que a ação se “configura manobra política”. Ela comentava isso pelo fato de três parlamentares (Landim, Fernando Sampaio e Sayonara) não estarem presentes a sessão. Já a Vereadora Amanda de Ubelardo, opinou que o projeto deveria de fato ser retirado de pauta, pois todos os parlamentares deveriam estar presentes para apreciarem o assunto.
Logo após, Michelyne voltou a falar mantendo a sua renúncia e disse mais uma vez que houve uma manobra política pelo fato de não haver voto suficiente para que o projeto fosse aprovado, e por isso a retirada de pauta do projeto. Já o Vereador Chiquim do São Tomé, disse ter se preocupado com a repercussão da emenda, e partilhou com apoiadores, ao recolher suas opiniões as levou para o prefeito Cícero Figueiredo e para os colegas parlamentares.
Enquanto isso, o Vereador Jorge recomendou coerência, e disse que também consultou as suas bases eleitorais e ao partido, e confirmou que não apoiaria e nem votaria a favor da emenda. Jorge sugeriu ainda uma “reforma ampla” no regimento interno da casa e não apenas no projeto que ele definiu como “legislar em causa própria”.
Ozório Dantas disse que foi bancada do PDT que preferiu tirar o projeto de pauta e o motivo, de fato, seria a ausência dos vereadores Landim, Fernando Sampaio e Sayonara que são do PSD, e que teriam viajado para Fortaleza com o intuito de resolver pendências partidárias, segundo ele, os vereadores teriam sido ameaçados de serem caçados pelo fato de apoiarem o projeto mencionado. Para Ozório, o projeto não “fere a lei” e nem “desabona”, e que dar direto a reeleição, “não tem nada de grave nessa emenda”. Ozorio ainda lembrou que 09 dos 11 vereadores assinaram o projeto, e que alguns desistiram.
Ainda não se sabe se haverá desistência do projeto, se retornará nos próximos dias ou no próximo ano como sugeriu o vereador Jorge Henrique, mas uma coisa é certa, ele se tornou muito polêmico.
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