Foram apresentados nesta terça-feira (3), na Costa do Sauípe/BA, os detalhes para o sorteio dos grupos da Copa do Mundo 2014, que acontecerá na próxima sexta-feira (6), no mesmo local.
As 32 seleções serão divididas em 4 potes:
Pote 1 (8 cabeças-de-chave)
Brasil
Argentina
Colômbia
Uruguai
Bélgica
Alemanha
Spain
Suiça
Pote 2 (7 seleções da África e América do Sul)
Algéria
Camarões
Costa do Marfim
Gana
Nigéria
Chile
Equador
Pote 3 (8 seleções da Ásia e Concacaf)
Austrália
Irã
Japão
Coreia do Sul
Costa Rica
Honduras
México
Estados Unidos
Pote 4 (9 seleções europeias)
Bósnia
Croácia
Inglaterra
França
Grécia
Itália
Holanda
Portugal
Rússia
Dessa forma, o sorteio definirá qual seleção europeia terá que migrar para o pote 2, fazendo com que cada pote fique com 8 equipes. A Fifa optou por não determinar que esta seleção fosse a França, europeia classificada para a Copa com pior colocação no ranking atual da entidade.
Assim, cada uma das 9 seleções do pote 4 terá a mesma chance de migrar para o pote 2, o que será determinado como uma espécie de ‘pré-sorteio’, não bem explicado ainda pela Fifa.
Isso diminui bastante as chances da França (algoz do Brasil nos Mundiais de 1986, 1998 e 2006) cair no grupo do Brasil. Isto porque, se não houvesse ocorrido a mudança, os franceses teriam 25% de chances de caírem no grupo brasileiro, visto que não poderiam cair nos 4 grupos encabeçados por outras seleções europeias. As chances de termos os “Les Bleus” no grupo brasileiro são as mesmas de termos quaisquer das 9 seleções do pote 4.
Ordem do sorteio
Potes serão sorteados em ordem: do 1 ao 4
Grupos serão sorteados sequencialmente: do A ao H
O Brasil é necessariamente o A1 no sorteio
Demais seleções serão numeradas de acordo com a ordem do sorteio
Equipes de um continente não podem cair em grupos encabeçados por seleções do mesmo continente. Ou seja, Chile e Equador não poderão cair nos grupos de Brasil, Argentina, Colômbia ou Uruguai.
Exceção pode criar o grupo da morte
A exceção é o caso da equipe europeia que ficará no pote 2, fazendo com que necessariamente haja 2 seleções europeias em um dos grupos.
É ai que mora o perigo. Em uma simulação a esmo, caso uma grande seleção europeia migre para o pote 2 (Itália, França ou Holanda), o Brasil poderia ter em seu grupo Itália e França, que reúnem 5 títulos mundiais) ou Holanda e França, responsáveis pelas últimas eliminações brasileiras em Copas.
Diário do Nordeste

