OKariri, por UOL Esporte
Luiz Felipe Scolari telefonou ao presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, para se retratar pela declaração polêmica feita nesta quinta-feira que ofendeu funcionários do banco e bancários em geral. Durante entrevista coletiva ao assumir o posto de treinador da seleção, Felipão disse estar ciente que vencer a Copa de 2014 em casa é obrigação e afirmou que “se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”.
No telefonema a Bendine, Scolari ressaltou que é cliente do banco há mais de 30 anos. Ele disse não ter tido a intenção de ofender os bancários: “Eu estou lá é para pedir a colaboração do povo brasileiro à Seleção e não pretendia ofender o pessoal do Banco do Brasil. Foi apenas uma má colocação”.
Para o presidente do banco, o incidente está superado e lembrou ao técnico que ele tem o apoio dos funcionários do BB. “Você vai ter aqui uma família de 116 mil pessoas que estará torcendo pelo seu trabalho, que você seja muito feliz nessa nova empreitada e que traga de volta aquela alegria que você nos deu em 2002”.
Logo depois da declaração polêmica de Scolari pela manhã, o BB soltou um comunicado dizendo que “lamenta o comentário infeliz do técnico Luiz Felipe Scolari e afirma que se orgulha por contar com 116 mil funcionários que todos os dias vestem a camisa do Banco, com as cores do Brasil, e trabalham com dedicação e compromisso para atender com excelência às necessidades de nossos clientes e do nosso país”.
O comentário do técnico foi criticado também pelo presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro: “Começou muito mal. Espero que o Felipão não esteja tão desatualizado no futebol como está em relação ao trabalho nos bancos. E espero que a gestão dele na seleção não seja tão irresponsável como a dos bancos.”
“Não só o trabalhador do Banco do Brasil sofre pressão, mas também os dos outros bancos. Por mês, cerca de 1.200 funcionários são afastados no país por problemas de saúde, por pressão dos bancos que pressionam os bancários a cumprirem metas absurdas e a venderem produtos que os clientes não querem comprar”, afirmou o presidente da Contraf.

