Emerson admite salários atrasados no Corinthians, mas defende diretoria

Declaração de Emerson aconteceu depois do jogo contra o Santos, que terminou empatado em 1 a 1 FOTO: DANIEL AUGUSTO JR./ AGÊNCIA CORINTHIANS
Declaração de Emerson aconteceu depois do jogo contra o Santos, que terminou empatado em 1 a 1
FOTO: DANIEL AUGUSTO JR./ AGÊNCIA CORINTHIANS

Ao sair do gramado do Itaquerão, depois de empate com o Santos por 1 a 1, o atacante Emerson admitiu que o Corinthians está com o salário dos jogadores atrasados. Sem esclarecer quantos meses, ele minimizou a questão.

“A diretoria sempre esteve presente para os jogadores. Por isso estamos abraçados com a diretoria. Sabemos que os diretores trabalham com seriedade e o momento é ter tranquilidade”, alegou.

Os salários no Corinthians estariam atrasados desde o final da última temporada. Alguns jogadores podem somar até 7 meses, entre direitos de imagem, fundo de garantia, férias e salário na carteira profissional. Até mesmo o atacante Pato, emprestado ao rival São Paulo, tem os vencimentos pendentes – o Corinthians paga R$ 400 mil mensais ao jogador.

“Pelo elenco que o Corinthians tem, isso não é uma preocupação. Nós temos demonstrado com nosso trabalho que somos sérios”, disse Emerson, ao ser questionado se os atrasos não podem em algum momento gerar reflexo dentro de campo.

Renovação do contrato e polêmica no clássico

Emerson, 36, tem contrato com o Corinthians até 31 de julho deste ano. Ainda não sabe se o acordo será prorrogado, mas disse que o tema também não o preocupa.

“Até o último minuto, do último dia do meu contrato, independentemente dele ser prorrogado para a decisão da Libertadores [em 5 de agosto], vou trabalhar como estou fazendo”, disse.

“Eu quero estender meu vínculo com o clube. Gosto de defender o Corinthians. Ultimamente, até da concentração eu estou gostando. Mas isso [a renovação] não será um problema”, completou.

Emerson ainda tratou de um lance polêmico no clássico com o Santos. Nos minutos finais do duelo, ele pisou no volante Renato numa dividida no meio de campo. O santista ficou com uma marca na perna e disse que o corintiano poderia ter “tirado o pé”.

“Eu tenho uma característica que todo mundo conhece. Se jogar leal comigo, na bola, vou jogar leal e na bola. Se a entrada for um pouco mais forte, que fique o recado. Eu também entro mais forte”, disse o atacante.

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