A economia do Ceará cresceu 4,21% em 2021, um pouco abaixo da média nacional (4,5%), mas acima do resultado do Nordeste (2,97%). Os dados foram divulgados ontem pelo Banco Central nesta segunda-feira (14). Considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o IBCR-CE registrou retração de 1,60% na passagem de novembro para dezembro, e de 0,87% se comparado a dezembro de 2020, na fase mais crítica da pandemia de covid-19.
Para João Mário de França, diretor Geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), o resulto positivo mostra recuperação acentuada da economia cearense. “Ficamos acima da média do nordeste. A nossa perspectiva, em termos de crescimento, é acima da média nacional, de 6,2%. Estamos projetando esse crescimento, o que mostra um dinamismo e recuperação rápida da economia, se comparado ao ano anterior. Atribuo a, principalmente, dois fatores, primeiro o planejamento do Estado no que diz respeito ao fechamento e abertura do comércio no momento certo, e segundo à capacidade de atrair investimentos”, diz.
Segundo João Mário, só em 2021, foram investidos R$ 3,5 bilhões no Estado. “A nossa capacidade de investimento é notória, fruto de um planejamento organizado e seguindo as melhores práticas. Esse cenário gera emprego, renda e dinamiza a economia”, destacou.
Na avaliação do economista Ricardo Eleutério, o equilíbrio fiscal do Estado é um dos grandes impulsionadores do PIB. “O Ceará já vem algum tempo com algum conforto econômico com atração de investimentos nacionais e estrangeiros. A organização e o equilíbrio fiscal ampliam a capacidade de investimentos. Além disso, há investimentos estruturantes muito importantes, no Complexo do Pecém, além dos hubs aéreo e tecnológico, que vem tendo destaques nos últimos anos. Isso sem contar os investimentos de capital privado, estrangeiro e público, este último com papel muito importante”, destaca.
Ao longo de 2021, a economia cearense começou a mostrar recuperação, crescendo 0,95% no primeiro trimestre do ano e 0,82% no último trimestre encerrado em dezembro de 2021. Mesmo com o dado positivo, a economia tem sido freada em razão do aumento da inflação que ultrapassou a barreira dos 10% ano passado, bem como pela taxa básica de juros, a Selic, que chegou a 10,75% no segundo mês do ano, o maior índice em quatros anos.
Para o membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), Ricardo Coimbra, a economia do Ceará mostra boa recuperação em diversos segmentos, sobretudo na indústria, no comércio e nos serviços. “Esse processo vem a reboque do crescimento nacional e está diretamente relacionado à atração de investimentos externos e internos, principalmente por parte dos recursos públicos oriundos do governo do estado. A perspectiva de crescimento é contínua. O processo de recuperação do comércio está de acordo com a retomada dos setores, o que pode se fortalecer ainda mais ao longo deste ano com a melhora dos índices da pandemia”, disse. – Fonte: O Otimista
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