O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, declarou neste domingo (19) que o país não realizará novas eleições com o objetivo de impedir que a oposição volte ao poder. A fala ocorreu durante a celebração dos 47 anos da Revolução Sandinista, em Manágua.
Segundo Ortega, os opositores “estão à espreita” e desejam vencer as eleições para assumir o controle do governo. Ele afirmou que a Assembleia Nacional, dominada pelo governismo, irá aprovar leis para fortalecer o combate ao que chamou de “golpistas” e “traidores da pátria”, acrescentando que, “por mais dinheiro que os ianques (EUA) lhes deem, eles não conseguirão”.
As declarações acontecem após reformas constitucionais que ampliaram o mandato presidencial para seis anos, adiando, em tese, as próximas eleições gerais para novembro de 2027. As mudanças foram criticadas por organismos internacionais e por grupos de oposição.
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Em resposta, o coletivo Nicaragua Nunca Más afirmou que o governo eliminou direitos da sociedade civil e transformou o país em um sistema sem oposição efetiva. A organização cita o fechamento de milhares de entidades civis, a cassação de partidos políticos e o encerramento de veículos de comunicação como exemplos do enfraquecimento das instituições democráticas.

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