Até quando? Com da Tragédia no Paraná, o Brasil completa 23 ataques a escolas entre 2002 a 2023

Uma aluna, de 16 anos, foi morta a tiros no Colégio Estadual Professora Helena Kolody, de Cambé, na região metropolitana de Londrina, no Norte do Paraná, na manhã desta segunda-feira (19). Outro aluno também de 16 anos foi ferido na cabeça e foi encaminhado para um hospital em estado grave. O autor do ataque é um ex-aluno.

Violência nas escolas | Imagem | Agência Brasil, montagem OKariri

Com esta tragédia o Brasil registra o número preocupante de 32 ataques com violência extrema a escolas em pouco mais de 20 anos (entre janeiro de 2002 e junho de 2023), segundo estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Nesse período, 37 pessoas morreram, sendo: 26 estudantes (16 meninas e 10 meninos); os quais quatro professoras; uma coordenadora; uma inspetora e cinco atiradores (suicídio).

A violência nas escolas, um tema difícil, precisa ser analisada com a seriedade necessária. Infelizmente, não há uma data definida para quando a violência nas escolas será completamente erradicada. No entanto, é importante ressaltar que é preciso ter esforços contínuos em andamento para combater esse problema e promover ambientes escolares seguros, isso é papel de todos, porém os poderes públicos ainda precisam tomar medidas mais eficazes.

Atenção autoridades responsáveis? Até quando noticiaremos fatos como esses com tanta frequência?

Recomendações

Como sugestões para se enfrentar a gravidade e a complexidade de fatores que permeiam os atentados a escolas, o Instituto Sou da Paz indica o seguinte:

  • Corresponsabilizar plataformas digitais.
  • Criar equipes policiais treinadas em monitoramento de redes sociais com capacidade de realização de análise de risco, para triagem e atuação preventiva.
  • Fortalecer a ronda escolar, e os vínculos entre a direção da escola e batalhões locais.
  • Treinar e estabelecer um protocolo de ação para que policiais militares possam responder a estes eventos de modo a eliminar a ameaça mais rapidamente possível, preparar socorro e evacuação das vítimas.
  • Estabelecer programas específicos para a saúde mental dos estudantes e de mediação e justiça restaurativa nas escolas para lidar com conflitos e bullying, que devem ser conduzidos por profissionais dedicados a esta atividade, sem sobrecarregar professores com mais estas atribuições.
  • Treinar professores e funcionários para conseguirem identificar comportamentos que precisam despertar ações da comunidade escolar.
  • Criar ações para instruir as pessoas a evitarem repassar boatos e mensagens sem procedência identificada, para evitar pânico.
  • Endurecer o controle e fiscalização da compra de armas de fogo e munições para restringir o acesso a instrumentos mais letais por parte dos agressores.
  • Rever facilitações dadas para permissão de adolescentes (a partir de 14 anos) a clubes de tiro, ainda que acompanhados de um responsável.

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