Circulou pelas redes sociais e chegou até o Portal OKariri, que uma mulher grávida de 8 meses teria buscado atendimento na Unidade São Francisco, do município de Abaiara, com problemas na gestação e que teria perdido o bebê.

Segundo as informações, a mulher estaria há horas buscando atendimento com a criança morta dentro de si enquanto aguardava a transferência para outro local com atendimento mais eficaz.
A família desesperada, reclamou que a demora seria pelo fato de a secretária de saúde demorar em autorizar o procedimento.
O OKariri entrou em contato com a secretária Elenita Tavares, ela informou a nossa redação que de fato a paciente deu entrada na unidade de saúde de Abaiara e que a “equipe procedeu com à avaliação necessária” e constatou o óbito da criança e que “em procedimento padrão e para atender de forma adequada ao que foi constatado, a paciente foi inserida na Central de Regulação, sendo encaminhada imediatamente após a disponibilização da vaga, às 14h25min (horário em que a reserva foi confirmada)”.
Ainda segundo a nota, “é falsa a informação de que a paciente deixou de ser encaminhada em razão da ausência de autorização da Secretaria de Saúde”. A nota ainda ressalta “que a Central de Regulação é um sistema gerido exclusivamente pelo Estado e não depende de comandos ou de autorização de nenhuma autoridade.”
Veja a Nota na Íntegra.
A Secretaria Municipal de Saúde de Abaiara/CE vem por meio desta nota informar que a Sra. M. S. F. S. deu entrada na Unidade São Francisco com a finalidade de buscar atendimento para o filho menor de idade. Gestante, em relato alheio ao atendimento buscado, informou aos profissionais plantonistas que desde o dia 27 de setembro de 2023 não observava sinais de movimento fetal. Diante da situação descrita a equipe procedeu à avaliação necessária, através de ausculta dos batimentos cardio-fetal. Verificada a ausência de batimentos, foi providenciado exame de Ultrassom Obstétrica com Doppler que confirmou a ausência de vitalidade fetal.
Em procedimento padrão e para atender de forma adequada ao que foi constatado, a paciente foi inserida na Central de Regulação. Sendo encaminhada imediatamente após a disponibilização da vaga, as 14h 25min (horário em que a reserva foi confirmada). Ou seja, é falsa a informação de que a paciente deixou de ser encaminhada em razão da ausência de autorização da Secretaria de Saúde.
Ressaltamos que a Central de Regulação é um sistema gerido exclusivamente pelo Estado e não depende de comandos ou de autorização de nenhuma autoridade: Médico(a), Enfermeiro(a) ou da própria Secretária de Saúde. O principal critério de regulação é o quadro clínico do paciente, que, de acordo com o prontuário de atendimento, não havia risco iminente de vida: sinais vitais normais, sem queixas de dores ou maiores alterações clínicas.
Lamentamos a veiculação de informações que não condizem com a realidade e em nada contribuem para a sociedade, servindo apenas como uma tentativa de desqualificar os serviços de saúde prestados à população. Repudiamos a veiculação de informações com tonalidade sensacionalista, especialmente quando expõe momentos de fragilidade e vulnerabilidade de pacientes, com o intuito exclusivo de ampliar engajamento nas redes sociais.
Não houve, em nenhum momento, descaso no atendimento à paciente. Todos os protocolos regulamentados pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará e Ministério da Saúde foram rigorosamente cumpridos.
Deixamos nossa solidariedade à paciente e sua família. Que em breve esteja plenamente recuperada!
Atenciosamente,
Elenita Tavares, secretaria municipal de saúde.
Francisco Janailson, médico plantonista.
Simone Pereira, enfermeira.
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