
A Pesquisa do Perfil de Endividamento do Consumidor de Fortaleza realizada no mês de julho revela que 67,4% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida. A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC).
O resultado está 1,6 ponto percentual abaixo do verificado em junho deste ano (65,8%) e, segundo o economista e diretor técnico do IPDC, Alex Araújo, vem acompanhado de um leve aumento na proporção dos consumidores com dívidas em atraso, que atinge nova máxima nos últimos 13 meses.
Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são cartões de crédito, citados por 75,9% dos entrevistados; o financiamento bancário, com 14,4%; os carnês e crediários, com 9,6%; e os empréstimos pessoais, com 8,9% das respostas.
O consumidor utilizou o crédito para a compra de itens de alimentação (43,9% das respostas); eletroeletrônicos (42,7%); artigos de vestuário (34,9%); e a realização de despesas de educação e saúde (18,4%).
O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.117,00 e prazo médio de sete meses, comprometendo 28,1% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.
A ampla oferta de financiamento tem modificado o perfil do endividamento do consumidor de Fortaleza, ainda que se concentre no curto prazo, com 76,4% das dívidas em prazos inferiores a um ano, segundo a pesquisa.
Uma das explicações para esse resultado é o padrão de consumo, muito limitado pela baixa renda do consumidor local a compra de alimentos, itens de higiene pessoal e limpeza comprometeram 33,2% do orçamento familiar; a aquisição de eletroeletrônicos, 19,7%; artigos de vestuário, 16,7%; gastos com educação e saúde, 11,1%; e as despesas com aluguel, 7,9%.
G1 CE

