Em maio de 1835, o Presidente (Governador), da Província do Ceará, padre, senador vitalício e orador sacro, José Martiniano de Alencar, preocupado com a segurança e o bem estar dos habitantes da Província do Ceará, assinou a Resolução Provincial nº 13, criando a Força Pública do Ceará, embrião da nossa valorosa Polícia Militar do Ceará.
A partir de 4 de janeiro de 1947 passou então à denominação que tem até os dias atuais a partir da entrada em vigor da constituição de 1946. A Polícia Militar do Ceará (PMCE) tem por missão constitucional o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública. Seu primeiro Comandante foi o Tenente do Exército Brasileiro Tomaz Lourenço da Silva Castro, que comandou de 24/05/1835 a 19/01/1839.
A Polícia Militar do Ceará é uma Instituição que se confunde com a história de nosso Estado. Não é à toa que falar desta Corporação é fazer um passeio pelos seus anos de existência e reencontrar personagens e fatos que marcaram nossa história, como a Guerra do Paraguai, a Sedição de Juazeiro, Revolução de 1930 no Ceará, Combate ao Cangaço, Caldeirão, Revoluções de 1932, constitucionalista de São Paulo de 1964.
Com um passado de bases sólidas, a Polícia Militar tem na sintonia com o presente e com o futuro, um de seus grandes méritos. Ao longo de sua existência, a PM cearense trocou quatorze vezes de nome, mas nunca de ideal, qual seja: a Preservação da Ordem, Tranquilidade das Famílias e Segurança dos Cidadãos.
Tendo no policiamento ostensivo a sua atividade fim, a Instituição está presente em todo o Estado com suas diversas Unidades e Subunidades Operacionais distribuídas de forma estratégica. Os mais de 15 mil homens e mulheres do efetivo estão distribuídos por todos os municípios cearenses para servir e proteger ao cidadão.
No organograma, a Polícia Militar é comandada por um oficial superior do posto de coronel e é denominado Comandante-Geral.
A Polícia Militar do Ceará, ao longo de sua existência, sofreu mudanças, adaptou sua estrutura aos nossos tempos, onde a mais recente reestrutura ocorreu em 05 de setembro de 2012, através da Lei nº 15.217 que dispõe sobre a nova Organização Básica da Polícia Militar do Ceará ( LOB/PMCE).
Mais informações sobre o Fundador da PMCE
O Padre Senador José Martiniano de Alencar, nascido no dia 16 de outubro de 1794, natural de Missão Velha/Ce., irmão de Tristão Gonçalves e filho de José Gonçalves dos Santos e Bárbara Pereira de Alencar, fundou a Gloriosa e Heráldica Policia Militar do Ceará, na sua 1ª gestão de Presidente da Província (1834 a 1837), sob a resolução nº 13, no dia 24 de Maio de 1835.
Segundo o Historiador João Brígido (+ 1921), o Senador Alencar lançou os fundamentos do progresso do Estado do Ceará. Faleceu no dia 15 de março de 1860 no Rio de Janeiro.
Hoje
Hoje, a Corporação é formada por cerca de 16 mil homens e mulheres, responsáveis diretamente pela segurança pública ostensiva no Estado do Ceará. Enfrentando dificuldades diárias, incompreensão e até acumulando funções que não são verdadeiramente suas, a PM se mantém no nobre e difícil papel de guardiã da sociedade cearense.
Mulheres na PM
Estrutura Organizacional

A Polícia Militar do Ceará insere-se na Administração Pública Estadual como órgão subordinado ao Governador do Estado e vinculado, operacionalmente, à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social. Seu organograma obedece à nova Lei de Organização Básica da PMCE e seu Regulamento.
Dentre as competências privativas do Governador do Estado, vê-se no Inciso IX do Artigo 88, da Constituição Estadual, o exercício do Comando Supremo das Organizações Militares Estaduais: Polícia Militar e Bombeiros Militares. O Capítulo V da Lei Maior Estadual, que trata da Segurança Pública e da Defesa Civil, em seu Artigo 178, dispõe sobre os órgãos responsáveis pela ordem pública.
A Seção III, do Capítulo V, define a Instituição Policial Militar do Estado no que diz respeito à missão, subordinação, efetivo e organização. Conforme a legislação ordinária, a PMCE se organiza em escalões de direção, de apoio e de execução.
Os órgãos de Direção Superior compreendem: o Comando Geral e o Comando Geral-Adjunto. O cargo de Comandante-Geral é privativo de Coronel, em serviço ativo, do Quadro de Oficiais Combatentes da Polícia Militar (QOPM), de livre escolha, nomeação e exoneração do Governador do Estado e tem precedência funcional e hierárquica sobre todo efetivo policial militar. O Comandante-Geral tem como principais funções: a liderança, articulação institucional, estratégia, representação inter e intraorganizacionais. Já o Comandante-Geral-Adjunto tem como funções: liderança, operacionalização da tropa, para o fim constitucional de preservação da ordem pública, de forma ostensiva e preventiva, bem como, a mantença e o controle da Disciplina.
O Órgão de Gerência Superior compreende a Secretaria Executiva que é responsável pelas funções de intelecção, liderança técnica do processo de implantação e controle de programas e projetos, ordenação e plena atuação das atividades de gerência dos meios administrativo operacionais, por meio dos Órgãos de execução programática, por ordem do Comandante-Geral.
Aos Órgãos de Assessoramento Superior compete dar apoio direto ao Comandante-Geral, Comandante-Geral Adjunto e Secretário Executivo, sendo organizados, sob a forma de sistemas, cada uma das seguintes atividades: Assessoria Jurídica (ASJUR), Assessoria de Desenvolvimento Institucional (ADINS), Assessoria de Comunicação Social (ASCOM), Assessoria de Análise e Estatística Institucional e Ouvidoria.
Os Órgãos de Execução Instrumental são representados pelos Órgãos setoriais concernentes aos sistemas estruturantes, com funções relativas às áreas de administração, pessoal, material, patrimônio, encargos gerais, transportes oficiais, contabilidade, informática e outras atividades meio, necessárias ao funcionamento da Corporação Militar, sendo eles: Coordenadoria de Apoio Logístico e Patrimônio (CALP), Coordenadoria Administrativo-Financeira (CAFI), Coordenadoria de Gestão de Pessoas (CGP), Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (COTIC), Coordenadoria de Saúde e Assistência Social (CSAS) e a Coordenadoria do Colégio da Polícia Militar (CPMCE).
Os Órgãos de Execução Programática são os responsáveis pelas funções típicas da Corporação, cabendo a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública, consubstanciadas em programas, projetos ou em missões de caráter permanente, compreendem esses órgãos as seguintes organizações policiais militares: Comando de Policiamento da Capital (CPC), Comando de Policiamento Especializado (CPESP), Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), Comando de Polícia Comunitária (CPCOM), Comandos de Policiamento do Interior Sul e Norte (CPI), Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE), Coordenadoria de Inteligência Policial (CIP) e Coordenadoria de Feitos Judiciários Militares (CFJM).
Brasão e Heráldica
Brasão da Polícia Militar do Ceará
Da Heráldica
Escudo português terciado em faixa. 1º em goles, cruzados um fuzil e uma lança armados de ouro, sobreposto um escudete, tipo francês, partido em sinople e ouro com estrela cinzelada. 2º partido: Iº em sinople com sol e IIº em ouro com três estrelas carregadas de goles postas em aspa e ladeado por ramo de louro. 3º em blau, com jangada em ouro navegando em mar agitado de sinople, faixado de prata com espumante de prata. Um farol do mesmo em sinestra. No dístico em caixa alta: POLÍCIA MILITAR DO CEARÁ. Timbre: Torre em ouro lavrada de negro.
Da Justificativa
Do escudo e das Figuras
O escudo é a herança cultural do ‘Exército Nacional’ de Portugal e do Brasil. As suas partições são as três devoções dos cavaleiros, origem das ordens militares: preservar a vida, a honra e os bens, afeitos ao juramento de todo policial, que representam os Direitos Universais da Humanidade, a Corporação e a Constituição Federal e Estadual. Ou seja, na mente a dignidade humana, na armadura o juramento e no caminho a Lei e a Pátria. No primeiro quartel o emblema conta a origem, a evolução histórica da corporação – como arma de Infantaria e Cavalaria das Forças Militares do Brasil – e o Escudete tipo francês com estrela retrata a Corporação em seu princípio fundador e filosófico; ser uma gendermeriae a eterna missão de servir à pátria com abnegação. A segunda faixa é o reconhecimento. O Sol é o Império Brasileiro, que no “Pacto Federativo” de 1831, deu origem a Resolução Provincial nº 13, de 24 de maio de 1835, a qual criou a Força Pública do Ceará, embrião da atual Polícia Militar do Ceará; O sol representa, ainda, a fortaleza moral do policial militar cearense, o crisol dos bravos forjados no calor dos sertões, com a valentia reconhecida nas mais árduas batalhas de hoje e outrora. As estrelas, em sangue, e o laurel fazem menção à participação na ‘Guerra do Paraguai’, e ao juramento de servir a pátria cearense, “mesmo com o risco da própria vida”. Na ponta as armas retratam o amor e a devoção aos valores da terra – o orgulho de ser guia da liberdade no Brasil – que nos fez a “Terra da Luz”. E a jangada guiada pelo Farol em mar revolto é a vitória sob as adversidades.
DAS CORES
O OURO (amarelo) – nobreza de caráter e honra. Arma as insígnias policiais, o escudete, o sol, o quartel sinestra da 2ª faixa e a jangada. É cor heráldica do Brasil e do Estado; Destaca a nobreza do serviço policial militar; a soberania histórica do povo cearense e a liberdade. A PRATA (branca) – Arma a estrela no escudete, o farol e o mar. É a integridade de servir com verdade, lisura e pureza dos gestos na causa da defesa social; É a fé do altruísmo, que atenua o valoroso mister. O GOLES (vermelho) – defende o campo do chefe onde estão as insígnias militares e as estrelas em aspa. É signo das grandes ordens militares e demonstra a bravura, o valor e a intrepidez, que os homens da PMCE designam de sua ânima em defesa de seu povo, representa a Polícia Militar do Ceará em seus valores máximos; A SINOPLE (verde)- é sina da liberdade, das glórias dos bons serviços prestadose da esperança. Arma o escudete, o quartel destra da 2ª faixa, os ramos de louro e o mar revolto. Representa as cores marcantes da pátria brasileira, enaltecidas na Bandeira Estadual (criada pelo Decreto nº1971 de 25 de agosto de 1922); o reconhecimento dos grandes feitos da PMCE pela bravura, em defesa da sociedade cearense e nação brasileira e a esperança virtuosa do povo. O BLAU (azul) – cobre a ponta, defende a jangada, o farol e o mar – símbolos do Estado- e destaca a busca da ordem pela da justiça, com coerência e serenidade.



