
A maioria dos municípios cearenses não é atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Das 181 cidades do Ceará, apenas 81 – ou 44% dos municípios – são cobertos pelo serviço. O Governo do Estado tem projeto para ampliação do serviço no interior, mas, segundo a Secretaria de Saúde, ainda não há prazo definido para o início da operação.
Porém, o Ministério da Saúde aponta que apenas 43 municípios do Ceará são atendidos pelo Samu, num total de 4,5 milhões de cearenses cobertos pelo programa. A Secretaria de Saúde do Ceará discorda do dado do ministério e reafirma o total de 81 cidades.
Dos 81 municípios que dispõem do Samu, em Fortaleza e Sobral o serviço é implantado e organizado pelas respectivas prefeituras. Nas outras 79 cidades, quem organiza é o Governo do Estado, através do programa Samu Ceará, que é divido em três etapas.
Atualmente, somente o Polo 1 – ou a primeira etapa – está funcionando, dando cobertura a 2,9 milhões de habitantes nas 79 cidades. Segundo a Secretaria de Saúde do Ceará, nos 100 municípios não cobertos pelo Samu estadual ou municipal, o atendimento de urgência e emergência aos cidadãos é feito exclusivamente pelas estruturas municipais disponíveis.
Mas nem sempre existem condições dignas de atendimento nas prefeituras. No início de agosto, o Tribuna do Ceará mostrou que no município de Quixeramobim, por causa da falta de um atendimento de urgência e emergência bem estruturado, cidadãos são socorridos na carroceria de carros da Polícia Militar ou da autarquia de trânsito. O município, possui apenas três ambulâncias do hospital municipal.
Tribuna do Ceará

