Médicos do CE defendem mais prevenção e tecnologia

Especialistas apontaram os altos custos com tratamento de doenças crônicas (Foto: Fabiane de Paula/Diário do Nordeste)
Especialistas apontaram os altos custos com tratamento de doenças crônicas (Foto: Fabiane de Paula/Diário do Nordeste)

A melhoria da saúde pública no Ceará passa pela prevenção, mais recursos, gestão com planejamento estratégico e investimento em tecnologia. A avaliação é de médicos, gestores e parlamentares ligados ao setor e foi defendida no Inova Saúde – Seminário Internacional de Saúde, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

O evento abordou as mais novas tecnologias aplicadas à área, compartilhou boas práticas na Gestão Pública e Privada da Saúde, além de apresentar os resultados alcançados pelos participantes do Projeto Apóstolos da Saúde – 12 alunos de vários cursos que identificam desafios e propõe soluções para a Saúde.

Uma das palestras mais esperadas foi a da gestora de inovação do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, Maria Carolina Machado de Matos. “Os desafios são muito grandes. Enfrentamos uma crescente expansão urbana, aumento da população com mais de 70 anos e altos custos com os tratamentos das doenças crônicas. Hoje, a obesidade e o sedentarismo, aliados ao estilo de vida do brasileiro, agravam e potencializam doenças como diabetes, que afeta 53 milhões de pessoas no Brasil”.

Segundo a pneumologista e coordenadora de um programa que atua com pacientes de asmas, Márcia Alcântara, as internações de pessoas que sofrem com alguma doença crônica são responsáveis por quase 60% da lotação nos hospitais. “É possível prevenir, e conseguimos isso no Hospital de Messejana, onde zeramos a fila dos atendimentos de asmáticos na urgência. Então, apostar na prevenção é uma das saídas”, aponta.

Eficiência

Para a presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Mayra Pinheiro, que participou de uma das mesas do evento, buscar a eficiência da saúde é um desafio constante, desde as políticas públicas e regulamentação da saúde privada à forma de gestão e efetividade do Sistema Único de Saúde. “É preciso tirar essas pessoas dos corredores e, em paralelo, zerar a fila por cirurgia eletiva. São quase 18,5 mil pacientes nessas condições, com espera média de cinco anos”, avalia.

Um dos membros do Apóstolos da Saúde, Isaías Ramos, adiantou que o grupo fez um estudo na rede estadual e observou problemas como a falta de articulação entre a atenção básica, secundária e terciária, o que acarretaria baixa efetividade.

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