
Os oito manifestantes que foram recebidos nesta sexta-feira (21) pelo governador Cid Gomes admitiram, em entrevista coletiva, que podem não representar todo o movimento, mas dizem que abriram espaço de diálogo.
“Não existe uma liderança no movimento e nem a intenção de se tomar essa liderança”, pontuou Gabriel Bonadies, estudante universitário.
“O que houve foi o seguinte: o coronel Pinheiro, da Polícia Militar, entrou em contato com a gente dizendo para se marcar uma reunião na Assembleia. A partir desse momento, as pessoas que estavam lá foram contatadas. Assim que fomos contatados, a primeira postura foi chamar uma pessoa que representava o movimento que começou no Facebook, que é o grupo maior”, explicou.
Maus elementos infiltrados
O ativista também admitiu que existem vândalos que se infiltram no movimento, mas negou que essas ações representassem o grupo que está se manifestando por melhorias na qualidade de vida.
“O que vamos fazer para evitar esse tipo de coisa: chamamos a Polícia para caminhar junto. Se a Polícia estivesse acompanhando como aconteceu em outros estados nós diríamos quem são os vândalos e evitaríamos isso. Não é do movimento a ideia do vandalismo. Não partiu e jamais partirá dele”, ratificou Bonadies.
Apesar de dissociar a imagem dos manifestantes dos vândalos, o estudante admitiu que “algumas pessoas disseram que não vão mais participar porque diziam que esse vandalismo é algo muito violento. E realmente não é o foco, mas a motivação e o espírito de luta não vai enfraquecer. As pessoas que têm ideais não saem enfraquecidas”.
Diário Online

