Levantamento aponta que o Ceará registra duas mortes por balas perdidas a cada mês

Entre janeiro de 2020 e maio de 2021, 33 pessoas perderam a vida no Ceará após serem atingidas por balas perdidas. É o que aponta um levantamento realizado pela Rede de Observatórios da Segurança, entidade que monitora e difunde informações sobre segurança pública, violência e direitos humanos em sete estados brasileiros. As estatísticas levam em consideração matérias jornalísticas divulgadas pelos veículos de comunicação do Estado nas quais as vítimas não possuíam qualquer relação com os fatos ou situações que ensejaram os ataques. As ocorrências em que os disparos resultaram em ferimentos, sem registro de óbito, não foram contabilizadas.

Foto Ilustrativa / Google Imagens
Foto Ilustrativa / Google Imagens

No total, foram 24 registros em 2020 e nove até maio de 2021. Em média, pelo menos duas pessoas foram mortas a cada mês. Parte das ocorrências está ligada à “guerra de facções” vivenciada nas periferias de Fortaleza e Região Metropolitana da Capital, onde os confrontos armados entre grupos rivais têm se intensificado nos últimos meses.

Entre as vítimas que entraram para as estatísticas da Rede está uma jovem de 24 anos morta durante um tiroteio em um posto de combustíveis no bairro Cristo Redentor, em Fortaleza. Ângela Christiany Nobre tinha ido à loja de conveniência do estabelecimento e foi atingida por um disparo em meio à troca de tiros entre homens encapuzados. O crime aconteceu em fevereiro do ano passado, quando o Estado atravessava o motim da Polícia Militar, período em que foram registrados 312 assassinatos. (Com informações: O Povo)

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