A greve dos bancários chegou nesta quarta-feira (9) ao 21° dia com forte adesão em todo o Estado, incluindo o autoatendimento. No total, foram registradas 396 agências paradas das 507 existentes, sendo 203 no interior e 193 na capital cearense. Em todo o Brasil são quase 12 mil agências fechadas.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Ceará, a forte mobilização dos bancários em todo o País forçou a Fenaban a marcar uma nova negociação para a próxima quinta-feira (10) a partir das 10h, em São Paulo. Na sequência, ao meio-dia, haverá negociação das reivindicações específicas com o Banco do Brasil, BNB e com a Caixa Econômica Federal.
“Se os bancos apostaram no cansaço da categoria, nós mostramos que a nossa categoria não foge à luta. Chegamos aos 21 dias de greve com muita disposição e nossa mobilização já rende frutos.Esperamos uma proposta digna, pois do contrário, vamos fortalecer ainda mais nosso movimento. O que resolve essa campanha é proposta decente”, informou o presidente do sindicato, Carlos Eduardo Bezerra, antes de viajar a São Paulo, para a negociação com os banqueiros.
Neste 21° dia de paralisação, os empregados da Caixa Econômica intensificaram a greve no prédio da Superintendência do banco em Fortaleza, na Avenida Santos Dumont, e, com paródias e bom humor conseguiram novas adesões ao movimento, paralisando os trabalhos em todo o prédio, até mesmo o autoatendimento.
O diretor do sindicato e presidente da Apcef/CE, Áureo Júnior, ressaltou que a greve beneficia a todos. “Nós estamos nessa luta buscando melhorias para todos, empregados e população, com mais empregos, melhores condições de trabalho, mais saúde, mais segurança. Dessa forma, todos saem ganhando, melhora a nossa vida no banco e o atendimento à sociedade”. Por causa da greve, os bancários suspenderam até o autoatendimento, além de já gerar muitos prejuízos no comércio local. Na última segunda-feira, (7), os bancários rejeitaram a proposta da Federação Brasileira de Bancos (Fenaban).
Tribuna do Ceará

