
A paralisação de cobradores e motoristas por 2 horas no Terminal do Papicu, em Fortaleza, na manhã desta segunda-feira (10), foi reprovada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus). Em nota, a categoria dos empresários classificou como ilegal o ato do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Ceará (Sintro).
“A ação do Sintro, prejudica a população fortalezense, em especial a parcela que tem no transporte coletivo o seu principal ou único meio de deslocamento, além de ferir a todos os preceitos legais, assim como o que preceitua a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria”, declarou o presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira.
A paralisação no Papicu foi motivada, segundo o Sintro, pela falta de negociação do sindicato patronal em relação às porcentagens de reajuste salárial, da cesta básica, vale alimentação e auxílio creche. O Sindiônibus afirmou não ter capacidade de suportar um acréscimo acima dos 8% já oferecidos aos trabalhores e acrescentou que a decisão será encaminhada à Justiça do Trabalho.
“Estamos examinando a questão jurídica e devemos entrar com o processo entre hoje e amanhã, onde o poder judiciário determine o Sintro a não fazer esse tipo paralisação, que é ilegal e abusiva, sob pena de multa”, explicou o advogado do Sindiônibus, Cleto Gomes. Ele completa que está sendo feito um levantamento do prejuízo para as empresas com a paralisação desta segunda, e que processos para ressarcimento também devem ser abertos.
Paralisações podem continuar a acontecer, afirma Sintro
O presidente do Sintro, Domingo Neto, lamentou a decisão do sindicato patronal em suspender a mesa de negociação e levar o impasse à Justiça. “Todos os trabalhadores têm o direito de se manifestar na sua posição. A diretoria normalmente vai ao local de trabalho e vemos o que eles [trabalhadores] querem fazer; se querem só conversar, se querem fazer paralisação”, deixou em aberto a possibilidade de novos suspensões do serviço o presidente do Sintro.
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