
As ruas do entorno da Assembleia Legislativa, em Fortaleza, foram palco, pelo segundo dia seguido, de manifestação de apoio àqueles que estão acampados do lado de fora do Parlamento, no início da noite de ontem. Os professores, estudantes e técnicos-administrativos das universidades públicas estaduais, que estão no local desde a última quarta (27), continuam ocupando o hall do parlamento na expectativa de conseguir uma reunião com o governador Cid Gomes.
Durante todo o dia, alguns manifestantes, que apoiam os acampados, ficaram do lado de fora da assembleia, mas somente às 18h a manifestação começou. Eles se juntaram a um grupo que veio andando desde a Avenida 13 de Maio.
Assim que os manifestantes se uniram, eles ocuparam a Rua Barbosa de Freitas, em frente à Casa Legislativa. Além de gritar palavras de ordem, também eram utilizadas faixas, cartazes e muita batucada.
Após alguns minutos de manifestação, os motoristas que estavam parados naquela via perderam toda a sua paciência e decidiram dar a volta para continuar viagem. Dessa forma, eles acabaram tendo que seguir até o seu destino pela contra mão da Rua Barbosa de Freitas.
Alguns minutos após o grupo ocupar o cruzamento da Avenida Desembargador Moreira com a Av. Pontes Vieira, os homens do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) foram em direção aos manifestantes e conseguiram dispersá-los. Não houve nenhum tipo de confronto.
Para o autônomo Francisco Oliveira de Souza, que passava de carro pelo local as reivindicações dos manifestantes são justas. “O que pode ajudar o nosso País a melhorar a sua situação é a educação da população. Por isso, eles têm que ir em busca de melhorias”, frisou.
Proteção
De acordo com o coordenador militar da Assembleia, coronel Túlio Studart, os policiais que estavam, ontem, no parlamento e o BPChoque tinham o objetivo de resguardar o património público e também os funcionários e acampados que estavam dentro da assembleia.
Além disso, ele negou que o boato sobre uma possível retirada daqueles que ocupam o hall da assembleia fosse verdade. “Não existe nenhuma ordem em relação a isso”, frisou.
Os manifestantes reivindicam melhorias para a Universidade Estadual do Ceará (Uece), Universidade Vale do Acaraú (UVA) e Universidade Regional do Cariri (Urca). As reivindicações são a realização de concurso público para professores, regulamentação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) e uma política de assistência estudantil.
Diário do Nordeste

