A procura por água ainda atormenta a vida das pessoas que moram em bairros onde normalmente falta água (Foto: Natinho Rodrigues/Diário do Nordeste)

Os transtornos em virtude da falta de abastecimento de água continuam em algumas áreas de Fortaleza. O prazo divulgado pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) para que todos os locais afetados tenham sua normalização por completo é amanhã (terça-feira). Enquanto isso, quem ainda sofre com o problema precisa se articular para conseguir a água as atividades do dia a dia.

No último balanço da Cagece, divulgado na tarde de ontem, 80% das residências da Grande Fortaleza já se encontravam com água nas torneiras, e o Órgão informa que as últimas áreas a terem o seu abastecimento regularizado são aquelas que situam-se frequentemente nos locais de topografia alta ou longe dos reservatórios da Cagece.

No 2º Distrito Policial da Aldeota, em Fortaleza, a situação não se agravou ainda mais porque, na manhã de sábado, o Corpo dos Bombeiros abasteceu a caixa d´água do local. “O delegado fez um apelo por meio do Ciops”, disse um dos funcionários. De acordo com os policiais de plantão, o problema ocorre desde a última quinta-feira, quando a Cagece anunciou a suspensão do abastecimento de água, que ocasionou a falta de higienização dos presos por dois dias. “Para beber os próprios familiares traziam água pra eles”, disse um policial.

Em algumas localidades como a Barra do Ceará, Quintino Cunha e Jardim América, entre outras, o abastecimento ainda não ocorre de forma permanente, prejudicando a rotina dos moradores. Na casa do pedreiro José Machado, 46, no bairro Álvaro Weyne o abastecimento continua irregular. Enquanto isso, ele precisa utilizar o poço da Prefeitura, que fica próximo à sua casa, para pegar água para beber, cozinhar e tomar banho. “Hoje pela manhã peguei cinco baldes. Esse poço é a salvação de todos os moradores daqui”, diz.

Demanda

A dona de casa Maria de Araújo, 60, ressalta que desde o início do problema a procura por água no local é tanta que na sexta-feira pela manhã o poço secou, e os moradores tiveram que esperar até o dia seguinte, quando o reservatório ficou cheio novamente. “Espero que esse problema se resolva logo”, afirma.

A procura por água na casa da manicure Suely Germano, no bairro Quintino Cunha, também foi grande durante todos os dias da suspensão do abastecimento, já que ela possui uma bomba que puxa a água diretamente do poço da família. “Só no sábado pela manhã vieram 15 pessoas”, diz.

Diário do Nordeste