Fortaleza figura em quinto lugar entre as capitais brasileiras com maior índice de estudantes do 9º ano (de 13 a 15 anos) do ensino fundamental que dizem já ter usado crack alguma vez na vida. Com 8,1%, a capital cearense só perde para Macapá (14,7%), Palmas (12,6%), Boa Vista (12,1 %) e Goiânia (9,1 %).
No Brasil, 7,3% dos alunos nessa faixa etária admitem já ter usado drogas ilícitas como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume ou ecstasy. Florianópolis é a capital que registra maior consumo de drogas ilícitas entre meninas e meninos recém-chegados à adolescência, com 17, 5%.
Os dados foram divulgados ontem pela segunda edição da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Realizada entre abril e setembro de 2012, a partir de convênio entre IBGE e Ministério da Saúde, com o apoio do Ministério da Educação (MEC), a pesquisa entrevistou 109.104 escolares do 9º ano do ensino fundamental – 86% deles com 13 a 15 anos de idade – e, também, os diretores ou responsáveis pelas escolas.
A pesquisa buscou também outros aspectos sociais, como conduzir um veículo motorizado, em contrariedade à legislação brasileira: 27,1% dos estudantes do 9º ano informaram já ter dirigido um veículo motorizado e 19,3% disseram ter andado de motocicleta sem usar capacete.
A violência também foi investigada: 6,4% deles disseram ter se envolvido em brigas com armas de fogo e 10,6% informaram terem sido fisicamente agredidos por um adulto de sua família. Os casos são mais frequentes contra meninas (11,5%) do que contra meninos (9,6%).
Quanto ao bullying, 7,2% dos escolares afirmaram que sempre ou quase sempre se sentem humilhados por provocações dentro da escola, e 20,8% praticaram algum tipo de bullying contra os colegas, recentemente.
A pesquisa mensurou dados também em relação à iniciação sexual, prática de atividades físicas, hábitos de higiene e situação socioeconômica da família. A última PeNSE realizada pelo IBGE foi em 2009.
O Povo

