O secretário interino da Saúde do Estado, Henrique Javi, apresentou, na manhã de ontem, dados sobre a oferta de leitos no Ceará. Ele afirma que, entre 2008 e 2014, houve um aumento de 52% dos leitos públicos estaduais, enquanto os leitos privados voltados à saúde pública tiveram uma diminuição de 48%. Em termos absolutos, entretanto, a oferta do número de vagas nos hospitais manteve-se praticamente a mesma, com leve queda. Das 15.703 existentes em 2008, 15.221 mantiveram-se no ano passado.
O Governo, no entanto, busca ampliar esse número, conforme Javi. “Nos últimos seis anos, o Ceará dobrou o número de leitos próprios de Saúde. Passamos de 1.921 pra 2.929. E está em transcurso mais 1.122”, coloca.
A criação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) foi pensada, segundo Javi, para complementar o sistema, mas o gargalo nos hospitais ainda existe. “As UPAs nasceram para desviar um pouco a cota do atendimento terciário. Mas mesmo assim, no caso de Fortaleza, especificamente, ainda existe um grande afluxo para esses grandes hospitais, que acabam recebendo um percentual significativo de pacientes sensíveis a outras atenções. Assim, existe um déficit de leitos, de especialistas e tudo mais, por isso a gente não consegue movimentar toda essa estrutura de forma instantânea”, afirma Henrique Javi.
O problema com o número de vagas é o que mais chama atenção devido aos dados divulgados pelo “corredômetro” do Sindicato dos Médicos do Ceará. Ontem, a entidade indicava 339 pessoas atendidas nos corredores dos hospitais. O secretário critica a iniciativa. “A Secretaria da Saúde não precisa desse acessório, já que é sua obrigação estar atenta a essas condições”, diz.

