
OKariri, por Jangadeiro Online
Apesar das preocupações de todas as esferas do governo se concentrarem principalmente em ações de combate à incidência da dengue, foi a leishmaniose visceral, mais conhecido por calazar, que mais matou no Ceará entre o período de 2000 e 2011, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
Mais conhecida como calazar, a doença provocou um total de 268 mortes no estado durante esse período, enquanto os números da dengue registraram um conjunto de 258 óbitos. Além do Ceará, mais oito estados também apresentaram esse número superior de mortes causados pela leishmaniose, sendo Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraíba.
De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o calazar atingiu mais as crianças inseridas na faixa etária de 1 a 4 anos e os adultos entre 20 a 39 anos. Fortaleza lidera a lista dos municípios cearenses com o maior número de casos confirmados. Somente até agosto deste ano, houve 49 registros da doença e 10 mortes. Em 2011, a capital cearense também ficou na frente, com 272 casos.
Fortaleza é a cidade com mais registros, devido à maior presença do inseto transmissor da doença, Lutzomyia longipalpis, durante o primeiro semestre de cada ano. Depois da capital, a maior incidência durante os últimos três anos aconteceu nas cidades de Sobral, Caucaia e Maracanaú, respectivamente.
Ações de combate
A Sesa informa que a principal estratégia de controle da doença está centrada na identificação e eliminação dos reservatórios de transmissão da doença, como a aplicação de inseticidas para eliminação do vetor, além do desenvolvimento de política que permitam o diagnóstico e tratamento adequado dos casos notificados.

