Conab Promete, mas falta milho no Ceará

O Ceará não tem milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), porque o que foi prometido não chegou ainda, e isso poderá causar mais dificuldades na alimentação do rebanho. A reclamação é do presidente da Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faec), empresário Flávio Saboya, que foi a Brasília manter contatos com os órgãos federais da área para ver se consegue viabilizar o abastecimento do produto.

“Os postos de milho já estão vazios e, se não fosse essa pouca chuva que andou caindo para melhorar um pouco a pastagem, a situação estaria muito mais complexa”, observa. O presidente lembra que, em abril do ano passado, o governo federal prometeu mandar para o Ceará trinta mil toneladas de milho que, até agora, não chegaram e, por isso, está complicando a vida dos animais no Estado.

Saboya reconhece que, afora essa tonelagem prometida, o Ceará vinha recebendo por mês, no ano passado, cerca de doze mil toneladas de milho. Isso, segundo ele, é praticamente um terço do acordo firmado entre o Estado, a Casa Civil e a Conab. O presidente lembra que o consumo de milho no Ceará, por mês, destinado ao alimento dos animais é cerca de trinta mil toneladas.

Preço

Saboya observa que o milho da Conab é vendido ao produtor cearense a um preço que varia entre R$ 18 e R$ 21 a saca de 60 quilos. Por outro lado, o presidente ressalta que o milho comprado no comércio do Ceará é em torno de R$ 40 a saca de 60 quilos. “Este preço, que é cerca de duas vezes mais, não dá para o produtor alimentar os seus animais que ficam com fome quando não existe milho da Conab”, salienta o empresário.

A solução de alimento para os animais do Ceará é mesmo, conforme Saboya, a chegada de um inverno normal neste ano, a fim de que, com isso, o pasto floresça, permitindo, assim, a substituição do milho. Por fim, Flávio Saboya lembra, ainda, que a forragem é produzida através de irrigação, o que também depende de um bom inverno. “Toda essa dificuldade para alimentar os animais do Ceará estará resolvida com um bom inverno”, torce. (com informações de Tarcísio Colares)

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