Ceará confirma mais uma morte por dengue. De janeiro a maio deste ano, 15 óbitos foram confirmados, conforme boletim do Ministério da Saúde divulgado na última terça-feira (9). Representa um óbito a mais do que o último boletim divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), dia 5 de maio. Porém, de acordo com a assessoria de imprensa da Sesa, o boletim que será divulgado no próximo dia 12 vai vir com mais óbitos do que os 15 apontados pelo Ministério.
De acordo com o informe do Ministério da Saúde, os casos de dengue grave no Ceará, entre os meses de janeiro a maio deste ano, somam 44, ou seja, 46,6% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando ocorreram 30 notificações. Dengue com sinais de alarme somam 277, contra 92 no mesmo período de 2014, e 15 óbitos, sendo o Estado do Nordeste com maior número de mortes. Em segundo lugar está a Bahia, com quatro óbitos, e Pernambuco, com três.
Já o último boletim da Sesa informa que 14.457 casos da doença foram confirmados neste ano, 70,4% a mais do que o igual período do ano passado, quando 8.482 confirmações foram feitas. Mas, se comparado os meses de maio e abril, a redução é de 65,8%, o que se deve ao término da quadra chuvosa. Foram 1.821 confirmações da doença em maio, enquanto em abril haviam sido 5.335.
Brasil
Em todo o País, foram registrados 1 milhão de casos prováveis de dengue até o dia 30 de maio. A região Centro-Oeste apresentou a maior incidência de casos, com 787,9 para cada 100 mil habitantes, seguida pelas regiões Sudeste (775,3), Nordeste (288,4), Sul (187,7) e Norte (142,9). O Ministério da Saúde também foi notificado de 378 óbitos e 314 casos graves nesse mesmo período de 2015.
Anastácio Queiroz, infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), considera o número de óbitos no Estado alto e diz que, infelizmente, a dengue é uma doença que ainda irá permanecer durante muitos anos, até que se tenha possibilidade de disponibilizar uma vacina à população. “Inevitavelmente, vai continuar causando mais vítimas e muitos óbitos”, frisa.
Ele comenta que quase 30 anos após o diagnóstico do primeiro caso (em 1986), a cada ano mais pessoas são infectadas e, como já circularam quatro tipos de vírus (atualmente o único circulante é o tipo 1), as pessoas que já tiveram a doença têm mais chances de ter casos graves. “A não ser que a gente aja de maneira extremamente eficaz, os óbitos vão continuar aumentando”, adverte o especialista.

