O Ceará pode perder até 45 empreendimentos eólicos para o Piauí. Os equipamentos estão instalados ou tem autorização de construção em áreas de alguns dos municípios que estão em disputa territorial entre os estados há cerca de 300 anos. Atualmente, há 291 torres eólicas já instaladas no perímetro.

As informações são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e fazem parte do mapeamento do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), consolidado em 2022 e divulgado no último dia 20 de fevereiro. O documento traz a lista de todos os bens concretos, ambientais e históricos cearenses que podem ser perdidos para o estado vizinho.
Especificamente sobre as torres eólicas, os dados não esclarecem se elas estão instaladas exatamente no ponto geográfico de disputa ou se estão dentro dos municípios atingidos.
Conforme levantamento da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a região do Ceará que está em litígio possui 11 empreendimentos eólicos em funcionamento. Eles estão localizados nos municípios de Tianguá, Ibiapina e Ubajara.
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