Casos graves de gripe causam nove mortes no Ceará

Durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, o Ceará imunizou 1,11 milhão de pessoas, segundo a Sesa (Foto: Reprodução TV Globo)

Casos graves de influenza, mais conhecida como gripe, causaram a morte de nove pessoas no Ceará este ano. Desse total, oito óbitos foram causados pelo vírus da gripe A (H1N1) e um pelo vírus H3N2. Os dados são referentes até o dia 14 de junho, data do último Boletim Epidemiológico da Secretaria da Saúde (Sesa).

Do total de oito mortes, duas foram em Fortaleza e as demais em Baturité, Acarape, Boa Viagem, Iguatu, Milhã e Horizonte. A maioria aconteceu em maio e nenhuma das pessoas que vieram a óbito pelo H1N1 eram vacinadas. Cinco delas apresentavam fatores de risco, como doenças genéticas e imunossupressoras.

Durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza, o Ceará imunizou 1,11 milhão de pessoas, segundo a Sesa. A cobertura do público-alvo chegou a 86,6%. Pessoas que irão para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, e voluntários que estão trabalhando na Copa das Confederações também foram vacinados.

Segundo Daniele Queiroz, técnica em vigilância epidemiológica da Sesa, a estratégia da vacinação é proteger da doença aqueles que têm algum fator de risco. Ela lembra, no entanto, que muitos desconhecem tais fatores.

Prevenção

Daniele explica que a influenza é um problema de saúde pública constante, por isso, há necessidade de acompanhamento. Ela reitera que as medidas de prevenção gerais, como a higiene individual, precisam ser constantes e conseguem controlar a transmissão de diversas doenças.

A persistência dos sintomas da gripe, assim como dificuldade para respirar e cansaço, além de desidratação nas crianças, são alertas para a evolução da gravidade da doença e necessidade de busca por uma unidade de saúde.

A influenza tem relação com a época de chuvas, pois o vírus fica viável por mais tempo no ambiente nos períodos em que a temperatura baixa mais, explicação para o maior número de casos no Sul e Sudeste. Por isso, a Sesa indica a necessidade de manutenção dos cuidados nesta época, quando as chuvas continuam em diversas áreas do Estado.

O Povo

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