Alerta! Indicadores de aleitamento materno estão em queda no CE

Para secretário Henrique Javi, a redução no aleitamento materno pode estar ocorrendo por falta de apoio às mães no trabalho (Foto: Mauri Melo/O Povo)
Para secretário Henrique Javi, a redução no aleitamento materno pode estar ocorrendo por falta de apoio às mães no trabalho (Foto: Mauri Melo/O Povo)

O Ceará tem indicadores de aleitamento materno exclusivo (até os quatro meses de vida) maiores que a média nacional, mas os números vêm diminuindo. Enquanto o índice do Brasil é de 40%, o Ceará tem média de 68,7%, considerada boa pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, em 2007, o Estado tinha taxa de 71,5%. As informações são da pesquisa do Sistema de Dados de Informação da Atenção Básica (Siab), feita em 2014.

O tema foi discutido ontem em Fortaleza durante seminário estadual no Centro de Eventos. A coordenadora de Ações de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Fernanda Ramos, participou do encontro. “O Ministério da Saúde tem realizado ações específicas na atenção básica em todo o País. Estimular a amamentação no trabalho é uma das estratégias para que os índices não diminuam”, citou a coordenadora.

O seminário é parte da programação da Semana Mundial de Amamentação, que visa a incentivar empresas públicas e privadas a adotarem a licença-maternidade de seis meses, salas de apoio à amamentação e creches no local de trabalho.

A primeira sala de amamentação em órgãos públicos de Fortaleza foi inaugurada na Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), na última segunda-feira, 3. O secretário da Saúde em exercício, Henrique Javi, aponta a iniciativa como um “primeiro passo” para que outros locais de trabalho tenham a mesma atitude. “Os números da amamentação podem estar caindo devido à falta de apoio no trabalho para que as mães possam continuar amamentando até os seis meses”, avaliou.

Mães

Esmênia Lima optou por mudar de profissão para amamentar o filho após a licença-maternidade. A analista de sistemas trabalha hoje com slings, tecido preso ao corpo da mãe usado para transportar bebês. Ela conta que se sente feliz em poder estar mais próxima do filho e amamentá-lo. “Ele já tem dois anos e ainda mama. Mas nem todas as mães podem fazer o que fiz. Por isso a importância de locais no trabalho e em outros ambientes para que as mães possam amamentar”.

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