
Mais de 44 mil criadores de gado no Ceará precisam, até o próximo sábado (30), vacinar 996 mil animais contra a febre aftosa. Essa é a condição para que o Estado alcance índice de 95% de imunização dos rebanhos bovino e bubalino e 80% das propriedades rurais, o que permitirá o reconhecimento como zona livre internacional da doença. Até ontem, a segunda etapa da campanha anual de vacinação dos animais, que começou no dia 1º, havia registrado índice de 39,1%.
De acordo com dados da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA), entre as oito unidades regionais do Ceará, Tauá registrou as maiores porcentagens de vacinação: 46,59% dos bovinos, 46,70% das propriedades e 45,80% dos produtores. Já Maranguape obteve os menores índices, com 30,11% do rebanho vacinado e 29,69% das propriedades, com um total de 29,25% de produtores em dia com a imunização.
“Passar de 40% para 95% de cobertura em cinco dias precisará de um esforço muito forte de todos os criadores. Por isso estamos fazendo esse apelo para que o criador não se esqueça de vacinar”, afirmou o titular da SDA, Nelson Martins.
Estiagem
A estiagem que já completa dois anos no Estado e provocou a morte de aproximadamente 100 mil cabeças de gado não representa barreira à vacinação, de acordo com o secretário Nelson Martins. “Em maio, durante a primeira etapa de vacinação, tivemos o maior índice do Estado, com quase 95%. Isso prova que, mesmo com a seca, nós conseguimos coberturas excelentes”, considerou. Durante a primeira etapa, o Ceará foi o único estado nordestino que decidiu não adiar o processo de imunização por causa da seca.
A multa para o criador que não vacinar o rebanho será de R$ 14 por cabeça, além do impedimento do trânsito dos animais fora da propriedade. A dose da vacina contra aftosa custa R$ 1,50. A partir do dia 1º de dezembro, as doses só poderão ser adquiridas na Agência de Defesa Agropecuária do Ceará (Adagri).
O Povo

