O vereador Alberto da Costa (PT) vai entrar, na próxima terça-feira (10), com um novo pedido de cassação do mandato do ex-presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Antônio de Lunga (PSC), absolvido em sessão realizada no final da tarde da quinta-feira (5).
Mesmo após receber 13 votos dos 21 possíveis a favor de sua cassação, Lunga escapou, porque, pelo Regimento Interno da Casa, a perda de mandato só seria concretizada com 14 votos, 2/3 do total.
Os parlamentares, no entanto, verificaram, em outro trecho do regimento, que Lunga poderia ser cassado pelo sistema de “maioria absoluta”, ou seja, metade da Câmara mais um (11 votos), se um vereador entrasse com o pedido. E será exatamente isso que Alberto Costa fará.
“Como o pedido não será feito por um cidadão comum (primeira sessão), mas sim por um vereador, não usaremos a regra dos 2/3”, explica o presidente da Câmara, Darlan Lobo (PMDB), que está animado com a nova equação.
NEM TÃO SECRETO
Valendo-se do voto secreto, os vereadores que absolveram Lunga não contavam que os que foram a favor da cassação declarassem como votaram. Fazendo as contas, o Ceará News 7 e jornal Aqui CE trouxeram, ainda na sexta-feira (6), o sufrágio de cada parlamentar.
As reportagens repercutiram em Juazeiro do Norte e o vereador Gledson Bezerra (PTB), apontado como um dos que estariam do lado de Lunga, declarou que votou pela cassação do colega de Legislativo.
Foi então que uma fonte na Câmara Municipal trouxe uma informação surpreendente. Tarso Magno, relator da Comissão Processante que investiga o autor do “Escândalo das Vassouras” e que indicou pela perda de mandato de Lunga, votou pela absolvição, diferentemente do divulgado anteriormente.
DOBRA DE PAPEL
Como mentira tem pernas curtas, fotografias feitas dos vereadores depositando a cédula na urna denunciam os chamados “guardiões da corrupção”, como ficaram conhecidos os parlamentares pró-Lunga. De acordo com a fonte ouvida pelo Aqui CE, quem votou pela cassação colocou o papel sem dobrar. Já, pelo menos, quatro vereadores que votaram pela absolvição, entre os quais Tarso Magno, dobraram a cédula de votação
Aqui CE

