Simpósio em Juazeiro debate alternativas para os resíduos sólidos na região

Simpósio debate política de resíduos sólidos em Juazeiro do Norte (Foto: Adriano Duarte/Agência Miséria)
Simpósio debate política de resíduos sólidos em Juazeiro do Norte (Foto: Adriano Duarte/Agência Miséria)

A expectativa de novas políticas ambientais foi o principal ponto que norteou o simpósio sobre resíduos sólidos realizado em Juazeiro do Norte. De acordo com a Agência Miséria, o evento ocorreu nos dias 30 e 31 de julho no auditório do Memorial padre Cícero, onde foram apresentadas diversas alternativas para a destinação correta dos materiais dispensados pela população e que acaba contaminando ar, terra e água.

O Presidente da Autarquia de Meio Ambiente de Juazeiro do Norte (AMAJU), Eraldo Oliveira, classifica que o evento divide em dois momentos a história moderna do município. “Esse simpósio proporcionou uma expansão para o município. Uma evolução inevitável e divide Juazeiro antes e depois desse momento”, destaca Eraldo.

O momento trouxe desde ações pontuais como ‘Projeto Respeito à Natureza’ do município de Orós, que transforma objetos como barbeadores em brinquedos; até ações de grandes empresários, que pretendem instalar equipamentos de destinação dos resíduos. Já estão confirmadas três empresas que instalarão aterros sanitários privados no município.

No Cariri, a preocupação sobre a destinação devida desse material se deve, também, pela estrutura de lençóis freáticos que abastecem a região. No entanto, essa preocupação deve se estender aos demais municípios. “O aquífero existente no subsolo do Cariri, no sopé da chapada, por isso, essa tem que ser uma ação que envolva a todos”, explica Eraldo.

A expectativa é que as políticas se desenvolvam ao longo dos próximos anos com ações de conscientização da população para eliminar ao máximo a produção de resíduos. Em seguida transformar e reutilizar ao máximo todos esses resíduos. Só então, conforme o presidente da autarquia, o material é destinado a aterros. A intenção é eliminar a política de dispensar o aterro, ou coloca-lo em último plano.

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