MILAGRES: Sem ajuda, “a tendência é a Pestalozzi fechar as portas”, diz diretora

Jeany Gorgonha, diretora da instituição (Fotos: Divulgação)

Criado em 1983, a partir do grande número de crianças portadoras de necessidades especiais cadastras, o Instituto Pestalozzi de Milagres pode fechar as portas e deixar de atender as cerca de 120 crianças inscritas na instituição.

Contando com apenas três convênios para manter a rotina diária de atendimento, a Diretora Jeany Gorgonha está temerosa quanto ao futuro da Pestalozzi. “Se não aparecer algum órgão, alguma pessoa, alguma instituição, eu acredito que a tendência é a Pestalozzi fechar as portas. As dificuldades são grandes. Há falta de material e também de profissionais especializados, uma vez que não temos condições de pagar”, desabafou.

O Instituto Pestalozzi de Milagres se mantém atualmente com três convênios apenas. Um com o Sistema Único de Saúde (SUS), cujo Centro de Fisioterapia é credenciado e o valor repassado permite pagar o salário dos dois profissionais que atendem, não apenas a clientela da instituição, mas até pacientes externos encaminhados para o Centro. Há também um convênio com a Secretaria de Educação do Estado (Seduc) a qual repassa os professores e com a Secretaria do Trabalho e Assistência Social do Estado (SETAS) que possibilita a compra do material didático-pedagógico. “São valores muito baixos”, ressalta Jeany Gorgonho, diretora desde 1985.

Há ainda uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação quanto ao transporte das crianças que residem na zona rural e até mesmo na própria cidade, mas têm mobilidade reduzida.

A Pestalozzi trabalhava com educação e socialização das crianças, mas a partir de 2010 com a nova legislação, passou a funcionar como centro de atendimento paralelo a escola. Até o ano em questão, a entidade mantinha convênio com a instituição KNA cujo repasse era suficiente para suprir as carências.

Jeany Gorgonha também destaca a colaboração de instituições e de cidadãos milagrenses que proporcionaram, por exemplo, a festa natalina do ano passado e o dia da criança.

Agência OKariri | Klébio Leite

10.jpg10.png11.jpg12.jpg3.jpg4.jpg5.jpg6.jpg7.jpg8.jpg

- Publicidade - spot_img
  1. Está mais do que na hora da iniciativa privada de Milagres entrar na briga em favor da Pestalozzi, que como instituição garante o atendimento de pacientes especiais. Em outras cidades o empresariado geralmente participa de forma efetiva para garantir o atendimento as portadoras de necessidades especiais. Talvez falte uma boa reunião com um grupo de empresários locais de forma a acudir as necessidades da tão necessária instiuição no municipio.

  2. Cidadãos Milagrenses, não podemos deixar isso acontecer, essa importante instituição não pode fechar as suas portas, vamos nos unir para que isso não aconteça, vamos nos movimentar para ajudar a manter essa instituição tão importante no processo de inclusão do excepcional.

Comentários estão fechados.