MILAGRES: Caso Jajá segue sem previsão de julgamento pelo Tribunal do Júri

Dr. Edilzo dos Santos espera que o julgamento ocorra em maio de 2014 (Foto: Klébio Leite/Agência OKariri)

O denunciado pelo crime de homicídio o qual foi vítima o jovem Jairlon Machado Fernandes da Silva, 20 anos, na madrugada do dia 15 de agosto de 2012, no final da última noite do FestMilagres, segue sem data definida para ser levado a julgamento pelo Tribunal Popular do Júri. A informação é do advogado Dr. Edilzo dos Santos, que representa a família da vitima no processo.

De acordo com o advogado, o processo se encontra em fase de alegações finais. “Após a manifestação do Ministério Público que acolheu todas as informações do inquérito policial, foram ouvidas as testemunhas, tanto de acusação quanto de defesa, assim como o denunciado foi interrogado, oportunidade em que confessou o crime”, informou.

A pena para o crime de homicídio duplamente qualificado varia de 12 a 30 anos de reclusão. “Se a pena chegar a 30 anos, o denunciado somente terá direito a algum beneficio após cumprir 40% dela, ou seja, mais de 13 anos, isso se tiver um bom comportamento carcerário”, observa o advogado da família.

Um grande número de pessoas participaram da celebração realizada pela família no último dia 15 de agosto (Foto: Klébio Leite/Agência OKariri)

Atualmente recolhido a Penitenciária Industrial do Cariri (PIRC), o acusado (cuja identidade verdadeira ainda é objeto de investigação pela Justiça, uma vez que apresentou dois nomes distintos durante o processo, inicialmente Hugo Gabriel Garcia e posteriormente João Bandeira Pereira) foi denunciado por diversos outros crimes como, por exemplo, ter forçado um mototaxista a empreender fuga por meio do uso de arma de fogo e ferir artigos do Estatuto do Desarmamento.

Ainda em conformidade com informações repassadas pelo advogado da família, a defesa tentou por diversas vezes fazer com que o denunciado respondesse o processo em liberdade, mas todas as solicitações encaminhadas a Justiça foram negadas. “A defesa inicialmente requereu o relaxamento da prisão em flagrante. Em segundo momento, solicitou a revogação da prisão preventiva. Depois, entrou com pedido de liberdade provisória e, por último, perante o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará foi impetrado habeas corpus para que o denunciado respondesse o processo em liberdade. Todos os pedidos foram negados”, afirmou.

O crime, que repercute bastante na sociedade milagrense, ainda não tem data para chegar ao Tribunal do Júri, mas a expectativa de Dr. Edilzo dos Santos, é que isso aconteça em maio de 2014. “Eu tenho orientado a família para que tenha paciência e que acredite na justiça. Eu tenho certeza que a sociedade milagrense irá fazer justiça neste caso”, finalizou.

Agência OKariri | Klébio Leite

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  1. Todos nos confiamos na justiça. Esperamos que seja feita justiça, e que nenhuma família passe pelo o que nós estamos passando

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