
A telefonia móvel e fixa lidera o número de reclamações no órgão de Defesa do Consumidor – DECON de Juazeiro do Norte. Das 346 queixas registradas somente neste início de ano, o maior índice está voltado a esse tipo de serviço. De acordo com o atendente Arnaldo Sales, as empresas têm cobrado valor maior do que o contratado e inserido o cliente em planos mais caros sem o seu consentimento, além de uma habitual má qualidade na prestação dos serviços.
“O maior índice de reclamações é a telefonia, que engloba também a internet. Isso se caracteriza pela má qualidade do serviço e pela cobrança abusiva e, recentemente, uso indevido da linha fixa”, afirmou.
O cartão de crédito vem em segundo no ranking. Cobranças abusivas e de encargos não permitidos em lei, clonagem e compras das quais o consumidor não reconhece, são os principais protestos dos consumidores em relação a este item.
Arnaldo alerta para que os usuários de cartões de crédito detenham-se numa leitura paciente das faturas, observando se existem valores que não condizem com o que deveria estar sendo exigido pela operadora. O mesmo acontece em cobranças indevidas feitas pelos bancos, que acabam lesando quem não tem ou não procura o conhecimento do que pode ou não ser cobrado.
“Serviço de atendimento ao consumidor não tem uma pessoa exclusiva para atendimento, com a finalidade de matar a pessoa pelo cansaço para você desistir e acabar pagando ou continuando com aquele serviço que você quer contestar”, afirmou o atendente.
Compras pela internet tem dado dor de cabeça aos juazeirenses. As facilidades que tem atraído as pessoas para esse tipo de serviço têm acarretado um descontentamento praticamente diário no Decon da cidade. Foi o que aconteceu com o jovem João Henrique:
“Comprei um celular nesses sites da China, já paguei tem três meses e ainda não recebi. Já fiz foi comprar outro numa loja aqui no centro mesmo”, lamentou.
Especificamente em Juazeiro empresas que fabricam e vendem móveis são as mais reclamadas. Arnaldo afirma, “Lojas que, na montagem de um guarda roupa ele apresenta um defeito, ela põe a maior dificuldade para trocar a peça ou o produto.
Para dar fundamento à sua queixa, o consumidor deverá apresentar pelo menos duas cópias de documentos que dêem sustentação à sua reclamação, como também o endereço da empresa a ser reclamada. Nota fiscal, faturas e ordem de serviço, são exemplos dos documentos solicitados pelo órgão.
A Promotoria de Justiça e DECON de Juazeiro do Norte abrange ainda as cidades de Caririaçu, Milagres e Mauriti. No ato do atendimento, o consumidor receberá orientação jurídica, podendo vir a ser encaminhado para outros órgãos, se for o caso. Depois disso, a queixa passará por processo administrativo e a empresa reclamada poderá ser apenada com a aplicação de multa financeira. Em no máximo dez dias o consumidor poderá ter a sua reclamação solucionada, segundo o órgão.
Agência Miséria

