JUAZEIRO: Prédio da antiga Usina Zé Bezerra vai sediar o Samu

Após averiguar falta de estrutura nas ambulâncias do Cariri, MPF recomendou instalação de serviços do Samu em até 90 dias (Foto: Serena Morais/Jornal do Cariri)

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já tem local definido para ser instalado no município de Juazeiro do Norte. O antigo prédio da Usina Zé Bezerra, localizado no centro da cidade, sediará, temporariamente, o serviço, que contará com 40 ambulâncias, das quais seis serão equipadas com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) móvel. Futuramente, mas ainda sem data prevista, o Samu se estabelecerá próximo ao complexo do Anjo da Guarda.

O projeto prevê atendimento de 44 municípios da macrorregião, além de alguns localizados no Centro-Sul do Estado, que abrange, ao todo, mais de um milhão de pessoas beneficiadas. Segundo a assessoria de comunicação do município, o processo licitatório para definir a empresa que implantará a estrutura do Samu, com alojamentos, escritórios e locais para ambulância, tem previsão de ser finalizado ainda esta semana. A partir daí, o município terá 90 dias para colocar em práticas os serviços estabelecidos.

Recomendação

A partir da investigação de como anda o serviço de urgência em Juazeiro do Norte, o Ministério Público Federal instaurou um inquérito de seguro público para apurar os fatos e analisar o porquê de o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que tinha previsão para funcionar em 2011, ainda não foi instalado. Diante disso, o MPF recomendou que a prefeitura, no prazo de até 90 dias, instale o Samu ou execute seus serviços de forma satisfatória.

Segundo o autor da recomendação, o Procurador da República, Celso Leal, tanto o Governo do Estado quanto do Município, vinham atribuindo a responsabilidade da instalação do Samu um ao outro. Ele afirma que, caso não seja atendida a recomendação sem uma justificativa plausível, inicialmente o MPF entrará com uma ação judicial buscando a implantação, além de pedir aplicação de multa diária em caso de atraso. “E, eventualmente, caso alguém venha sofrer qualquer dano, consequência da ausência de atendimento adequado à municipalidade, nós estamos dispostos a responsabilizar os gestores”, finaliza Celso Leal.

Jornal do Cariri

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