JUAZEIRO: Funcionários terceirizados da CAGECE paralisam atividades

Cerca de 30 funcionários que prestam serviços à CAGECE cruzaram os braços das 8 às 12 horas em frente à sede do órgão. (Foto: Michel Dantas/Agência Miséria)

Insatisfeitos com o descumprimento do acordo firmado com a empresa Forteks Engenharia e Serviços Especiais Ltda que terceiriza os trabalhos da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGEC), parte dos associados ao Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Ceará (SEEACONCE) paralisaram suas atividades durante quatro horas na manhã desta terça-feira, 21.

Cerca de 30 funcionários que prestam serviços à CAGECE cruzaram os braços das 8 às 12 horas em frente à sede do órgão, situada na Rua Delmiro Gouveia (Santa Tereza), em Juazeiro do Norte, e reivindicaram salários atrasados, reajustes salariais, pagamento de horas extras e até mesmo novos fardamentos.

O presidente do SEEACONCE Juazeiro do Norte, Raimundo Rodrigues, diz que a classe “cansou de ouvir promessas não cumpridas pela Forteks” e exige o cumprimento de acordos firmados no ano passado. “Estamos sem receber o reajuste salarial e do vale alimentação desde o início do ano. Os trabalhadores que executam trabalhos em cidades vizinhas retornam à CAGECE 21h, 22 horas e não recebe nenhuma hora extra”, cobra.

Rodrigues faz questão de ressaltar que essa é “apenas uma paralisação, não ferindo a lei que é contra esse tipo de greve imediata”. Segundo ele, caso o sindicato não obtenha garantias concretas por parte da empresa ou CAGECE, será realizada uma assembleia amanhã para decidirem se a classe entra, ou não, em greve por tempo indeterminado.

“Já realizamos duas paralisações este ano, a primeira foi no ultimo dia 19, e de lá pra cá, nada mudou. Até mesmo o repasse de novos fardamentos está estagnado[…]. Trabalhos como concertos de vazamentos, ligações de novos registros e reparos em geral poderão ser paralisados por tempo indeterminado caso nossas reivindicações, que são absolutamente legais, não seja atendidas”, informa.

Caso a greve seja aderida, o prejuízo romperá fronteiras atingindo, também, municípios adjacentes. “É importante lembrar que as localidades vizinhas, como Brejo Santo, Barbalha, Missão Velha, por exemplo, terão suas atividades paralisadas, uma vez que a CAGECE de Juazeiro é responsável por toda essa área”, finaliza.

Agência Miséria

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