
A Comissão Processante da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte/CE, instalada para analisar o pedido de cassação do vereador Antônio de Lunga (PSC), apresentou nesta sexta-feira (29) o relatório final onde pede a cassação do ex-presidente da casa. Antônio de Lunga é apontado pelo Ministério Público e Polícia Civil como autor de fraude na compra exagerada de produtos de limpeza, avaliada em R$ 78 mil. Denunciado em agosto, o episódio ficou conhecido como “farra das vassouras”.
A sessão para o julgamento do pedido de cassação de Antônio de Lunga está marcada para a quinta-feira (5). Para ele seja cassado, é necessário que 14 dos 21 vereadores de Juazeiro do Norte votem pela saída do vereador. Se for cassado, além de perder o mandato atual, o vereador fica inelegível por um prazo de cinco anos.
De acordo com o relator da Comissão Processante, vereador Tarso Magno, tudo foi feito dentro da legalidade. “A defesa teve todas as chances, a documentação foi analisada criteriosamente e muitas testemunhas foram ouvidas. Depois de tudo, a Comissão Processante decidiu, por hunaminidade, pela cassação do vereador Antônio de Lunga”.
Logo após a denúncia, Antônio de Lunga chegou a reconhecer que os produtos foram adquiridos em quantidade exorbitante, mas negou ilegalidade na compra. Ele diz ter as notas fiscais originais e que tudo foi feito por meio de licitações. No início de setembro a Justiça afastou o vereador por um prazo de 90 dias até a conclusão das investigações do escândalo. O tesoureiro da Casa, Ronaldo Gomes de Lira, também foi afastado por suspeita de envolvimento no caso. O afastamento foi baseado em um artigo da lei de improbidade administrativa.
A lista de compra inclui 2,5 toneladas de sabão, 2.500 caixas de fósforo, 312 mil unidades de óleo de peroba, 33.600 unidades de lã de aço, 215 mil copos de café, 1.428 unidades de água sanitária, 4 mil vassouras e 5 mil sacos para recolher lixo. O material seria usado para fazer a limpeza do prédio da Câmara de Juazeiro do Norte.
G1 CE

