Um déficit superior a 70% no numero de peritos criminais no Instituto Medico Legal – IML regional do Cariri prejudica o trabalho do órgão e indigna população que chega a aguada por mais de quatro horas pelo rabecão enquanto corpos de vítimas de morte violenta ficam expostos na via publica.
Com a alta na violência da região, o quadro de efetivo em Juazeiro do Norte não tem dado conta de atender a demanda. Apenas três veículos compõem a frota do IML, dois tipo rabecão e um administrativo. Três são os perito que se revezam para atender a população superior a 1 milhão de habitantes nos 28 municípios cobertos pelo órgão.
O perito supervisor regional do IML em Juazeiro do Norte, Raimundo Carlos Alves Pereira, reconhece os problemas e denuncia a carência de equipamentos básicos como um microscópio, o que obriga o bioquímico a ir à Fortaleza para realizar alguns tipos de exames. O perito Pequeno, como também é conhecido Raimundo Carlos, afirma que é humanamente impossível atender a demanda da região com o corpo de profissionais que há hoje no Cariri.
Além dos crimes de morte outras ações são desenvolvidas pelo núcleo de pericia forense do Cariri e por isso essa demanda é tão alta, explica Pequeno. Ele desabafa dizendo que se coloca no lugar das famílias e explica direto pra elas que a situação vivida pela população que carece desse serviço não é culpa dos profissionais.
Pequeno contou a que se deve essa demora para a chega do rabecão no local do ocorrido.

