
Hoje, a partir das 4 horas da manhã, os participantes da Caminhada da Fraternidade sairão da Paróquia de São Francisco, em Crato, rumo ao Santuário dos Franciscanos, em Juazeiro do Norte. O objetivo do evento, que é aberto a toda a população, é celebrar o Dia do Trabalho. Anualmente, a Igreja Católica organiza o evento, que este ano, terá como tema “Fraternidade e juventude”, devido à Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no próximo mês de julho, no Rio do Janeiro. A expectativa é que cerca de oito mil pessoas compareçam ao ato desta manhã.
Durante o percurso, acontecerão duas paradas. Na primeira, os participantes irão divulgar o sentido da Campanha da Fraternidade de 2013. Já o segundo momento será dedicado ao Dia do Trabalho, quando os participantes farão citações sobre o desenvolvimento das leis, normas e direitos adquiridos por eles. Também vão ser abordadas as funções dos homens do campo, operários do comércio e da indústria, além das dos funcionários públicos. Todos os que estiverem presente terão acesso às informações sobre as conquistas dos setores e poderão expressar o que estão esperando dos poderes públicos.
Todas as Pastorais da Igreja Católica irão incentivar os jovens a mudar os hábitos e atitudes, no sentido de seguir os princípios da religião. Na chegada ao Santuário dos Franciscanos, haverá a bênção dos trabalhadores e um café da manhã comunitário aberto a todos.
Segundo um dos organizadores da Caminhada, Francisco Inglês dos Santos, por ser muito complexo, o tema da seca, que está provocando prejuízos aos trabalhadores rurais, não será abordado durante o evento. Porém, na sua opinião, os poderes públicos devem estar mais empenhados para desenvolver ações de combate à estiagem. “Não resta dúvidas que a seca é um dos pontos que mais tem gerado problemas no Nordeste. Hoje, os trabalhadores estão sofrendo com as mortes de seus animais, com a falta de pasto e alimentação para as famílias. Essa é uma situação muito delicada”, afirma.
Atualmente, os incentivos dos programas governamentais destinados aos trabalhadores da zona rural não são totalmente eficazes e nem suficientes para proporcionar qualidade de vida e garantir renda para as famílias. No Cariri, o atraso do milho para ração animal distribuído pela Conab está sendo um problema para os pecuaristas.
Diário do Nordeste

