Quem visita a Colina do Horto, em Juazeiro do Norte, encontra uma das imagens mais conhecidas do Nordeste: a estátua de Padre Cícero, de braços abertos, contemplando a cidade. Mas o que muitos talvez não saibam é que sua construção foi uma verdadeira aventura, marcada por desafios de engenharia, falta de materiais e muita determinação. As obras começaram em 1967, com a missão de erguer um monumento que se tornaria símbolo da região.
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A ideia ganhou força durante a gestão do prefeito Mauro Sampaio, que convidou o escultor pernambucano Armando Lacerda para desenvolver o projeto artístico. A pequena imagem de gesso, com 1,20 metro, serviu de modelo para a construção da gigantesca estrutura. Já o engenheiro barbalhense Raymundo Rômulo Ayres Montenegro ficou responsável pelo projeto estrutural.
Mas como garantir a segurança de uma estátua daquele tamanho no alto de uma colina? Para enfrentar o desafio, aviadores realizaram sobrevoos para medir a intensidade dos ventos. O projeto precisou considerar rajadas de até 180 km/h. A estrutura foi produzida em blocos, que posteriormente foram transportados e montados no Horto.
Outro obstáculo foi a falta de cimento, em meio à grande demanda pela construção do Castelão, em Fortaleza. A solução veio com a importação de cimento europeu, permitindo que os trabalhos continuassem. Finalmente, em 1º de novembro de 1969, a estátua foi inaugurada, em uma cerimônia realizada na parte baixa de Juazeiro, que reuniu uma multidão estimada entre 100 mil e 200 mil pessoas.
Mais de cinco décadas depois, o monumento continua atraindo romeiros e turistas de diferentes partes do Brasil. O que hoje parece fazer parte naturalmente da paisagem juazeirense nasceu de uma obra repleta de obstáculos. E você, já conhecia os desafios enfrentados para construir um dos maiores símbolos religiosos e turísticos do Cariri?
Fonte: Cariri das Antigas.

