
De acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal (PRF), caminhoneiros interditaram, parcialmente ou completamente, 22 rodovias federais em seis estados no dia ds ontem. Minas Gerais foi o estado mais afetado, com 12 rodovias interditadas. A BR-381, no município de Betim (MG), foi interditada totalmente, nos dois sentidos. A BR-392, no município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, também sofreu interrupção total do tráfego. Conforme a PRF, são 80 caminhoneiros que, desde as 15h de segunda-feira bloquearam a pista. Além de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com duas manifestações no total, caminhoneiros ocuparam rodovias na Bahia (três), no Espírito Santo (quatro), em Mato Grosso (uma) e no Pará (uma). Com exceção das rodovias em Betim e Santa Maria, não houve bloqueio total da pista. A Advocacia-Geral da União (AGU) aguarda informações da PRF sobre as recentes manifestações de caminhoneiros para decidir sobre ações judiciais. No domingo, a Justiça Federal no Rio de Janeiro deu liminar proibindo a paralisação do tráfego nas rodovias federais.
A Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros), uma das entidades representativa dos caminhoneiros no país, divulgou nota criticando a paralisação convocada para ontem com o objetivo de fechar algumas rodovias do país. A paralisação é promovida pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro, liderado pelo empresário Nélio Botelho, que já comandou outras paralisações de rodovias no país. O movimento pede o fim da Lei do Descanso dos caminhoneiros.
Segundo a nota, assinada pelo presidente da Unicam, José Araújo “China” da Silva, a paralisação prejudica a maior parte dos caminhoneiros. Na nota, a entidade defende a manifestações populares que se espalharam pelo país, mas acusa a convocada pelo Mubc de ser “um movimento grevista mobilizado por empresários travestidos de transportadores autônomos, que usam esses profissionais para atingir interesses próprios, se aproveitando de uma oportunidade política no Brasil, com as manifestações populares vistas nas ruas nas últimas semanas”. A Unicam defende mudanças pontuais na Lei do Descanso e não a sua revogação.
O Povo

