RS: MP deve denunciar quatro por homicídio qualificado no incêndio da Kiss

A tragédia, ocorrida no dia 27 de janeiro, deixou 239 mortos (FOTO: WILSON DIAS/ABR)

O Ministério Público do Rio Grande do Sul deve denunciar por homicídio doloso qualificado os quatro investigados pelo incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), após a conclusão do inquérito da Polícia Civil, informa um dos promotores responsáveis pelo caso, Joel Dutra. De acordo com o promotor, a investigação policial já fornece elementos suficientes para enquadrar os investigados na denúncia de homicídio doloso – quando tem a intenção de matar – qualificado. “Os elementos que já temos fornecem subsídios suficientes para enquadrar (os investigados) nesse crime. É necessário a materialidade (do crime), e indícios de autoria para ter o dolo. O processo policial já tem esses indícios de autoria. Eles (investigados) teriam agido assumindo esses riscos (de incêndio), apontando descaso dos acusados com o risco”, explicou Dutra. “Além disso, morte por asfixia transforma o homicídio simples em qualificado”, emendou.

Os quatro investigados – Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffman, sócios da Kiss, o membro da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo dos Santos, e o produtor do grupo, Luciano Augusto Bonilha Leão – estão presos provisoriamente. A tragédia, ocorrida no dia 27 de janeiro, deixou 239 mortos devido a um incêndio, supostamente iniciado por artefato pirotécnico utilizado por membros da banda.

O Povo

- Publicidade - spot_img